Asteroid: O stoner rock sueco que aterrissa em solo brasileiro

Por Marcos Franke

O Asteroid é uma banda sueca de stoner rock, formada por Robin Hirse, Johannes Nilsson e Jimmi Kolscheen e é oriunda de uma cidade pequena chamada Örebro. Descobrimos com a descontraída entrevista abaixo que os integrantes já se sentem mais brasileiros do que muitos aqui no Brasil por sua forte conexão com a nossa música folclórica, que estão muito ansiosos para tocar por aqui e que novas músicas poderão ser apresentadas para os fãs. O trio se apresenta no Brasil no dia 06/12 no Jai Club em São Paulo e no Rio de Janeiro, no La Esquina, no dia 07/12.

Mesmo o Asteroid sendo por muitos considerada uma banda de “stoner rock”, no Facebook vocês não a classificam da mesma forma. As influências que vocês possuem vão do hard rock ao blues. Vocês se importam em serem classificados como uma banda de stoner rock? Por quê?

Eu acho que nunca tentamos soar com um estilo de som ou um tipo de gênero musical. Somos apenas muito orgulhosos em fazer parte da comunidade do stoner rock, mas também nos consideramos parte de um desenvolvimento musical do início do blues rock americano, a música clássica progressiva do Captain Beyond, a stoner music do Kyuss até a nossa música como ela soa hoje em dia.

Stoner rock está muito presente em sua música como na música Wolf & Snake do seu último álbum chamado simplesmente de “III”. Você pode explicar um pouco as suas influências? É sempre Black Sabbath?

Como a nossa música, que se transforma durante o tempo, assim o faz a nossa música. Não é nada intencional, apenas evolução. Às vezes composição inicia com um riff e a gente constrói a música dali. Muitas vezes começa com uma melodia vocal ou uma batida. Normalmente começamos com a estrutura e depois começamos a brincar com ela. As influências, como mencionado, vão do blues rock americano ao stoner rock, heavy metal e até rock progressivo – depende muito do que estamos ouvindo quando a música é composta. O mais importante sempre é a música em si e, é claro, o que um álbum precisa.

Há banda incríveis da Suécia, especialmente aquelas que tocam rock/blues como Blues Pills, Graveyard e até vocês. Por que você acha que bandas como vocês estão recebendo esta atenção que vocês merecem apenas agora pela imprensa e público em geral?

Sim! Finalmente chegou a nossa hora (risos)! Nós temos muito orgulho das nossas tradições no rock sueco e especialmente das novas bandas como as que você mencionou, como também as nossas parceiras de selo como Truckfighters e muitos outros. É um desenvolvimento natural já que estas bandas estão ficando cada vez maiores com uma gama muito maior de fãs e shows após quase duas décadas de tradição no underground. Talvez o rock n roll conquiste novamente o espaço merecido na lista de “mais tocadas” algum dia, não? (risos).

Você acha que isto é moda relacionada ao stoner rock ou as pessoas estão dando mais atenção às bandas de que tocam o simples rock n roll?

Eu acho que no geral as pessoas estão olhando para trás, para o passado e descobrindo nova música e não apenas isto, mas sim tentando viver algo daquilo que às pessoas daquela época viveram. Você tem esta admiração forte pelo antigo na cena do stoner rock e, é claro, a gente vê muitos músicos surgindo com esta referência do rock/blues tradicional, do rock americano e do bom e velho rock n roll.

Them Calling é uma composição bem direta do bom e velho rock n roll que mistura tudo o que faz uma música ser bem-sucedida. Quando vocês se juntam para ensaiar é natural para vocês que música assim seja o resultado?

Espero que sim! Obrigado pelo elogio! Esperamos mesmo continuar criando músicas assim e que sejam realmente bem-sucedidas como você a descreveu, mas não vamos ao estúdio e dizemos “Precisamos criar música com isto e aquela influência, com aquele som.” Isto não é muito natural para nós. Preferimos as ideias espontâneas, que surgem organicamente, enquanto estamos tocando, ensaiando e nos divertindo.

Você concordaria em afirmar que no álbum “II” vocês foram muito mias experimentais do que no álbum mais recente chamado “III”? Especialmente quando o caso são os riffs de guitarra?

Como dissemos nossos gostos musicais mudam com o tempo e é assim que a nossa música é criada. Pode ser quando criamos o álbum “II” estávamos ouvindo coisas mais experimentais, diferentes daquilo que estávamos ouvindo ao criar o álbum “III” – mas novamente, nada disto é programado ou é intencional – é apenas o curso natural da composição que nós dedicamos seguir.

Bom, esta é a primeira vez da banda na América do Sul. Quais são as expectativas?

Sim, é o nosso primeiro show na América do Sul e estamos ansiosos por isto por um looongo tempo. Desde que iniciamos a banda, sentíamos que já nos sentíamos em casa com os ouvintes brasileiros. Então, por alguma foram muito estranha, parece que estamos voltando para casa…. para uma casa que nunca estivemos. Talvez isto tenha algo a ver com a nossa conexão com os países conectados com a música folclórica.

Vocês estão preparando um set especial para esta turnê?

Estamos recebendo muitos pedidos nestes últimos dias do público daí, mas acho que nosso setlist será uma mistura de nossos primeiros três álbuns. Gostamos também de levar músicas/riffs novos e as tocamos quando nos dá vontade e quando um direcionamento é dado numa música. Acredito que o público pode esperar material bem cru e que ainda está em estado puro de composição.

Bom, muito obrigado pelo seu tempo! Deixe uma mensagem para os nossos leitores.

Pessoal no Brasil! Estamos esperando por vocês! Cheguem mais, que nós derreteremos seus cérebros com a nossa música psicodélica. Estamos ansiosos em tocar nossas músicas para vocês brasileiros. Logo estamos aí!

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