Grave Digger: Originalidade e Amor pelo Heavy Metal

Não há banda clássica de heavy metal que mais veio ao Brasil que o Grave Digger. Fãs declarados do Brasil, os alemães mais uma vez retornam ao nosso país para apresentar seu mais novo petardo, The Living Dead, lançado em 2018. Conversamos com Axel “Ironfinger” Ritt que nos contou mais sobre como se manter criativo após tantos anos de estrada, seu amor pela música e é claro, não deixou de alfinetar a grande sensação do rock n roll do momento, o Greta Van Fleet. Confira!

Por Marcos Franke

Olá Axel! É ótimo tê-lo aquí no Rock N Louder. Eu já acompanho o Grave Digger há alguns anos e é ótimo poder conversar contigo! Você têm feito muitas turnês recentemente. Como têm sido até agora? Empolgado com o seu retorno para o Brasil?

Estamos muito felizes em poder retornar ao Brasil!  Seu país tem sido uma plataforma incrível para nós há algumas décadas já. Nós amamos seu país!

Brasil é um país tão receptivo, certo? O que você sente falta quando a turnê não passa por aqui?

A turnê europeia que fizemos em Janeiro deste ano foi muito bem sucedida, mas os fãs no Brasil são tão especiais, tão participativos. O resto do Mundo terá uma tarefa árdua pela frente para superar os fãs brasileiros 😊

Vocês lançaram um álbum novo chamado The Living Dead e foi lançado em 2018. Durante este período vocês fizeram muita turnê. Como foi este processo, escrever um álbum novo junto com toda esta atividade que vocês tiveram?

Nós há algum tempo temos um período de dois anos entre álbuns, o que significa que fazemos uma turnê para o álbum novo, temos um período para festivais e depois voltamos para o processo de compor álbum novo. Este ciclo tem funcionado muito bem para nós.

Você tem trabalhado nestas músicas sozinho? Como o restante da banda e envolve no processo do álbum?

O álbum novo é basicamente escrito por mim e pelo Chris. Chris faz todas as letras e vocais. Eu fiz as guitarras, teclados e o arranjo para o baixo, bateria e vozes.

Onde você acha que este álbum está, quando comparado com os restantes que foram lançados? Você acha que é uma continuação para o que você tem feito recentemente ou é mais um retorno às raízes da banda?

É definitivamente um desenvolvimento para a banda. Nunca tivemos algo tão complexo nas nossas músicas quando o assunto é instrumentos e vocais, por exemplo Chris canta harmonias de três notas no começo para “Shadow Of The Warrior”, algo que ele nunca havia feito antes. O trabalho de guitarras recebeu uma aproximação com mais harmonias e as linhas de baixo nunca foram tão sofisticadas.

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Há um monte de bandas fazendo metal clássico hoje em dia e graças a bandas que persistem como o Grave Digger, este estilo de música ainda é muito forte, mesmo não sendo tão forte como nos anos 80. Você provavelmente deve ter notado pela quantidade de pessoas que comparecem nos shows. Você diria que seu estilo musical ainda é relevante neste sentido e não tão underground quanto as pessoas imaginam?

Bom, enquanto as pessoas continuem vindo para os nossos shows e continuam comprando nossos álbuns, algo estamos fazendo certo, não? 😊 É apenas uma questão de tempo. Em poucos anos novas bandas com músicos jovens vão copiar nosso estilo de música e todos vão chamar aquilo de “o novo som”. Veja banda como o “Greta Van Fleet” – caras novos copiando Led Zeppelin e todos jovens achando aquilo novo por que os originais estão quase com 70 anos e eles nunca ouviram falar da banda. É como moda, mantenha suas roupas por 20 anos no armário e você certamente estará na moda depois.

Grave Digger é conhecido por ter refrãos muito bons e letras incríveis com temas melhores ainda. O quão difícil é escrever algo assim, criar algo atemporal e viciante para que as pessoas lembrem de vocês depois de tanto tempo?

É um trabalho muito pesado manter as nossas marcas registradas sem copiar as nossas músicas e nos repetir o tempo todo, mas enquanto a criatividade for nos empurrando pra frente, seremos capazes de escrever músicas de alto nível!

Quando vocês estão ao vivo vocês apresentam um monte de novas músicas, mas fãs sempre esperam tocar os eternos clássicos. Tem alguma música que você já cansou de tocar ou você ainda curte tocar todas as músicas que vocês colocam no setlist hoje em dia?

Nós nunca nos cansamos de tocar os clássicos, por que foram os clássicos que nos chutaram para dentro da grande liga de bandas clássicas. Somos felizes quando as tocamos. Sempre fazemos uma mistura muito legal de coisas antigas, novas e algo totalmente inesperado.

Você acha que há uma energização feita pela reação das pessoas, especialmente quando o assunto são músicas que você está tão acostumado a tocar que nem te empolga mais?

Absolutamente, um bom show é sempre um dar e receber com o público!

Espero ver você em um de nossos shows!

Axel “Ironfinger” Ritt

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