Eluveitie: “O fã é a razão de nossa existência”

Eluveitie, banda de folk metal da Suíça que recentemente se envolveu numa confusão com a produtora EV7 aqui no Brasil, cancelando assim os shows de Belo Horizonte e Brasília, nos concedeu uma entrevista antes de todo este rolo acontecer. Conversamos com Chrigel Glanzmann sobre o álbum Slania, que comemora 10 anos, o processo criativo da banda, o álbum novo Ategnatos e o desprendimento total que o grupo possui de regras para criatividade. Chrigel também faz menção a grande importância que o fã possui em sua vida. Confira!

Por Marcos Franke

O álbum Slania teve uma edição comemorativa de 10 anos lançada. Você pode nos contar um pouco o que este álbum significa para você?

Chrigel: Bem, nós simplesmente não podemos acreditar o quão rápido o tempo voa.  Já são 10 anos! Uma loucura!

O que você aprendeu com este álbum?

Chrigel: Acho que com cada produção de um álbum você aprende alguma coisa. Com cada música que você compõe, cada show que você toca e assim por diante. É difícil de precisar o que dizer o que ‘Slania’ significou para nós. No final das contas você se torna mais experiente durante os anos e você se torna um músico melhor.

Slania é um álbum mais orientado para o Heavy Metal. Por que vocês alteram tanto do Folk Metal para o Heavy Metal Tradicional em suas composições?

Chrigel: Honestamente não acho que “Slania” possua uma orientação mais para o metal do que qualquer outro álbum nosso (exceto os álbuns acústicos, claro.) Então eu não acho que “alteramos” algo em algum lugar.

Helvetios é um ótimo álbum e eu ainda acho que com Origins vocês lançaram o álbum mais pesado de sua carreira. Especialmente com a música ‘The Nameless’. Ser assim, mais extremo, não foi um pouco como pisar fora do estilo para vocês?

Chrigel: Por que eu escreveria uma música que está “fora do estilo” para que eu planejei para o Eluveitie? Isto seria bem estranho mesmo. Neste sentido – eu não acho que a música possui algo “fora do estilo”. O que você talvez sinta é que nós talvez não nos importamos com expectativas! Nós fazemos música do jeito que queremos – não importa o que as pessoas esperam ou pensam da gente.

Isso que é importante. No final das contas, a música que fazemos é para nós mesmos. Eu pessoalmente acho  que você está criando arte de uma forma (não importa se é música, pintura ou literatura) você deveria permanecer no que você acredita e no dia que você começar a permitir que opiniões e expectativas começam a perturbar sua própria criatividade, este será o dia em que você deixará de ser criativo.

Você acha que Origins é o álbum que demonstra o quão extremo o Eluveitie consegue ser?

Chrigel: Veja acima. Não. Não fazemos um álbum para mostrar alguma coisa. Por que faríamos isto? Apenas fazemos música do jeito que queremos. As vezes isto se desenvolve, pois, a música não está morta! Está viva e possui criatividade!

Evocation II – Pantheon foi um álbum lançado em 2017 e mostra algo mais folclórico, trazendo algo mais tradicional a sua música. Por que você sentiu que deveria haver uma segunda parte para o álbum Evocation I – Arcane Dominion?

Chrigel: Quando escrevi o conceito Evocation em 2008, ele era para ser dividido em duas partes logo do início. Por isso o álbum é chamado Evocation I. Seria estranho dar ao álbum um nome que não teria um Evocation II, não acha?

Evocation II – Pantheon não foi uma forma de lançar algo do Eluveitie após algumas mudanças de formação ou isto não em nada haver?

Chrigel: Não, não tem nada haver. Após ‘Evocation I’ queríamos ter um tempo para a segunda parte (apesar do conceito básico já estar pronto). Sem pressão, etc. Queríamos apenas fazer a segunda parte, quando sentimos que o tempo era certo. Isto realmente aconteceu, quando estávamos compondo ‘Origins’. Então, antes mesmo de começarmos a gravar ‘Origins’, estava claro para nós que queríamos o ‘Evocation II’ após lançarmos ‘Origins’.

Ao ouvir sua música, alguns textos são cantados numa linguagem antiga. Você pode contar um pouco sobre como você aprendeu esta língua?

Chrigel: Claro! A linguagem se chama Gaulish (linguagem antiga Celta) e é simplesmente a linguagem que foi falada em nosso país (e em outros países Celtas) na antiguidade. Hoje é uma língua morta. Ela não é falada em lugar algum. Nosso trabalho com o Gaulish é científico e desde o início sempre trabalhamos com diversos cientistas de linguagem pela Europa quando escrevemos nesta língua.

Natureza é algo que inspira sua música. Você pode nos contar um pouco sobre esta influência em sua música?

Chrigel: Puxa, isto influencia em bilhões de formas! Eu amo as montanhas dos Alpes em meu país, por exemplo. É tão lindo só caminhar e passear por estas paisagens, estar lá sozinho. Todas essas massas de pedra também deixam claro o quão pequeno e não importante você é. Esta é uma sensação linda, que me inspira muito.

Pode-se dizer que “Call of the Mountains” recebeu esta influência não?

Chrigel: Todas as nossas músicas receberam esta influência. ”The Call of Mountains” só por causa do título, preciso dizer que não. A música se refere á uma história aetológica (como uma música do álbum “Origins”) que descreve uma viagem dos Celtas para migrar para a região dos Alpes.

Como vocês estão se preparando para a turnê aqui na América do Sul?

Chrigel: Eu desejo poder ter me preparado para ela (risos)! Mas estamos bem no meio de nossa turnê latino americana para Ategnatos e estamos nos sentindo muito bem pois temos um ciclo de turnês longo pela frente!

O que podemos esperar dos shows aqui?

Chrigel: Vamos mostrar algumas músicas novas, claro! Fora isto tocaremos músicas de nossa discografia toda. – incluindo Evocation II!

Vocês são muito próximos dos fãs que é muito normal ver vocês conversando em bares próximos dos shows. Vocês fazem isto sempre?

Chrigel: Sim! Absolutamente (risos). Legal que você notou isto da gente. Nós queremos aproveitar nossos fãs! Isto é algo que nenhuma banda ou músico deve esquecer: Você tem a chance de fazer o que você ama por causa do fã! Isto é muito importante!

Não perca o show no Rio de Janeiro no dia 20/02. Informações abaixo:

A banda suíça Eluveitie fará uma apresentação exclusiva nesta quarta-feira, 20, no Rio. É uma chance única de estar com seu público para entregar aquilo que realmente todos esperam: música! O show será no Teatro Odisseia e os ingressos estão à venda pela Pixelticket.

A realização é das produtoras No Class e OnStage Agência, que se uniram com a banda e rapidamente conseguiram acertar tudo para esse show.

O Eluveitie já está na capital fluminense, confirmam os produtores. “Estamos trabalhando juntos para que aconteça um grande show. Devido ao curto tempo que temos para essa produção, o show acontecerá no Teatro Odisseia na Lapa (sim, a banda conhece a casa e topou 100% tocar lá) e, juntos, decidimos que o valor do ingresso precisa ser o mais barato possível, para que todos possam comparecer ao show”, afirmam.

Os ingressos custarão R$60. Aqueles que possuem ingressos das datas que foram canceladas, basta apresentar que terão sua entrada garantida!

“Sabemos que este show não irá diminuir a frustração com as datas canceladas em outras cidades e que nem todos poderão estar no Rio nesta quarta, mas a banda promete uma noite inesquecível a todos que puderem estar presentes!”, ressalta a produção.

SERVIÇO 
Eluveitie no Rio de Janeiro (20 de fevereiro de 2019) 
Evento: https://www.facebook.com/events/406550536761137 
Data: 20 de Fevereiro 
Abertura da casa: 20h (show às 21h30) 
Local: Teatro Odisséia (Avenida Mem de Sá, 66 – Lapa/RJ) 
Ingressos: R$ 60 (meia promocional com 1 quilo de alimento não perecível)

Venda: https://www.pixelticket.com.br/eventos/3268/eluveitie-no-rio-de-janeiro 
*Os ingressos são limitados

[INGRESSO MEIA-ENTRADA – QUEM TEM DIREITO?] 
Válido para estudantes, doadores de sangue, acompanhantes de cadeirantes, funcionários da rede pública, maiores de 60 anos

[INGRESSO PROMOCIONAL – QUEM TEM DIREITO?] 
Qualquer pessoa mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

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