Lovebites: Clockwork Immortality

Lovebites: Clockwork Immortality
Gravadora: Arising Empire
Ano Lançamento: 2018
Por: DJ Tony Lee

A banda japonesa de power metal volta com seu segundo álbum Clockwork Immortality. Formada em Tóquio em 2016 pela baterista Haruna e a baixista Miho, ambas vindas de outra banda chamada Distrose. As duas guitarristas, Midori e Miyako (conhecidas como Mi-Ya), foram recrutadas na sequência e por último a vocalista Asami foi escolhida baseada em uma demo que ela mesma fez.


O nome Lovebites vem de uma música da banda de hard rock americana Halestorm  “Love Bites (So Do I)”.
De acordo com a baixista Miho, existe uma grande influência do New Wave of British Heavy Metal, e que suas músicas podem ser compreendidas como uma mistura de Iron Maiden com Rage.


Uma curiosidade é que as influências pessoais de cada membro são bem diversificadas passando por grande músicos do heavy metal e hard rock como  Yngwie Malmsteen, Kiko Loureiro, Steve Harris, Nikki Sixx, até o lado mais R&B e soul como Aretha Franklin e Alicia Keys. Outra curiosidade é que a banda se apresenta em seus shows e em seus vídeo clipes todas de branco, propositalmente, contrárias ao estereótipo de que metaleiros somente se vestem de preto.


São dois Ep’s e dois discos lançados, o qual, o primeiro álbum, Awakening from Abyss  (lançado em 2017), as confirmaram como vencedoras do Metal Hammer Golden Gods Awards de melhor banda nova e tem como principal hit a música “Shadowmakers”.
Clockwork Immortality foi lançado em dezembro de 2018 e entre as 10 músicas que fazem parte do álbum, em um contexto geral, vê-se um disco inferior ao seu antecessor, mas que não tira ou evidencia nenhuma piora em seus comparativos. O grande destaque ainda permanece nas incríveis guitarras gêmeas de Midori e Miyako com solos lindos, longos e muito melódicos, uma marca registrada da banda que tomara não se perca com o tempo de sua existência.


O disco abre com “Addicted” que tem uma ótima introdução de violões e te desperta logo de cara para o que pode vir, mas no que se decorre durante os mais de 5 minutos não se adequa ao seu começo.


Rising (primeira música de trabalho com vídeo oficial já lançado), Empty Daydream e Final Collision são as três músicas que possuem um apelo mais comercial se comparadas com as demais, mas cumprem com suas propostas e entregam bons solos (já esperado) e boas melodias, com inserções de teclados que contribuem muito e lembram o começo da época mais comercial do Nightwish com a Tarja Turunen em Once (álbum de 2004).
M.D.O. e We the United são os dois exemplos do power metal que a banda tenta se enquadrar, mais rápidas, melódicas, com seus bumbos duplos e solos longos.


Epilogue fecha muito bem como uma “quase clássica” power balad, onde seus longos 7 minutos e 7 segundos, que não empolgam tanto, mas chegam bem  próximo, com uma introdução com violões e piano, boas melodias e obviamente bons solos.


O quinteto feminino chama muita atenção por sua grande habilidade técnica, inclusive ao vivo, principalmente por conta de suas excelentes guitarristas, que em qualquer música de qualquer álbum já lançado, são fantásticas e nunca decepcionam.


Sem dúvida nenhuma uma banda com muita qualidade e que estão trilhando o caminho certo e ainda vão lançar um álbum de acordo com seu grande potencial e um hit inesquecível, porém, ainda, neste momento, não estão ainda lá. Vale a pena ouvir? Pra ontem!

Nota: 3,0 de 5,0      

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