Ektomorf: Os europeus mais brasileiros do Mundo

Finalmente o Ektomorf virá ao Brasil. Com 14 álbuns de estúdio e um álbum ao vivo chamado Live and Raw – You Get What You Give (2005) a banda vem ao Brasil divulgar o mais recente trabalho chamado Fury (2018). Zoltán Farkas pode até negar, mas a grande influência que o Sepultura exerceu em sua música junto com influências como Metallica, Deftones e Korn tornou o Ektomorf num verdadeiro furacão do thrash metal. Com o álbum mais recente, o pesadíssimo Fury a banda deu um passo a mais para alcançar o panteão das bandas do metal extremo. Mais veloz, mais pesado e muito mais voltado ao thrash metal, Ektomorf finalmente abraça o estilo com uma agressividade impressionante. Conversei com Zoltán Farkas a respeito desta nova fase, sua expectativa para os shows no Brasil e o que poderemos esperar de uma das bandas europeias mais brasileiras que temos no Mundo.

Por Marcos Franke

A pergunta que não quer se calar, qual a sua expectativa de finalmente poder tocar no Brasil?

Estou muito feliz em finalmente poder tocar aí. Há tempos que eu quero vir ao Brasil e sempre recebo mensagens de fãs brasileiros querendo ver o Ektomorf. Eu estou muito feliz e empolgado que poderei tocar aí em seu país!

O álbum mais recente de vocês, o chamado Fury (2018) é um dos mais pesados que já foram lançados pela banda. Mas vocês passaram por diversos estilos até chegarem a este. O que fez vocês mudarem tanto?

Gostamos de experimentar com a música. Eu tenho muitas influências e gosto de misturar estilos. Ultimamente temos lançado álbuns mais voltados ao Thrash Metal.

Lembro muito bem que quando entrevistei você, há muito tempo atrás, você disse que uma de suas grandes inspirações foi o Sepultura. Eles ainda são uma grande influência para vocês?

Eu primeiramente sou muito fã do Metallica. Claro, Sepultura foi uma influência também, mas Metallica foi a banda que me moveu a criar música. Mas durante a minha vida também fui influenciado por Korn e Defotnes. Hoje o Ektomorf tem o seu estilo próprio que é um amálgama disto tudo. Para mim hoje não há mais influências, Ektomorf agora e sempre será Ektomorf.

Vejo que desta vez vocês demoraram um pouco mais para lançar um álbum. A que você atribui esta demora?

Na verdade a gente queria fazer uma turnê imensa para o álbum Agressor (2015). Queríamos aproveitar o álbum e fazer turnê para ele o máximo que podíamos. Chegamos a ficar três meses na estrada direto. Foi uma grande loucura! Hoje eu acho que se você todo ano quer lançar um álbum, como fizemos com Destroy, Instinct e Outcast a banda entra num stress imenso e não rende absolutamente nada. Hoje em dia nos damos um pouco mais de tempo na composição e criação das músicas.

Vocês fizeram uma transição de gravadora também, mudando de Nuclear Blast para a AFM Records. O que mudou para vocês?

Isto foi há algum tempo, mas posso te dizer que mudar de gravadora para mim foi um dos pontos cruciais na minha carreira como músico. Hoje, posso dizer que a AFM me dá a liberdade de fazer o que quero e quando quero. Eles dão todo o apoio possível e me ajudam e muito com tudo que necessito. Confesso que a AFM me ajudou a continuar a perseguir meu sonho.

Vocês farão turnê aqui no Brasil com o Lacerated and Carbonized. Você já ouviu a banda?

Sim! O Jonathan Cruz (N.E.: vocalista da banda) é o grande responsável por nos trazer para a América do Sul. Ele nos convidou a fazer shows aí no Brasil e aceitamos na hora, pois sempre foi um grande sonho nosso tocar por aí. A banda dele também é muito boa e faz um Death Metal muito bom. A banda é muito boa!

Vocês tem uma discografia imensa, com exatos 14 álbuns lançados. O que vocês pretendem tocar aqui no Brasil?

Nós vamos tocar de toda a discografia um pouco. Estou absurdamente empolgado por que vamos tocar de tudo mesmo! Acabei de voltar do ensaio e fiquei abismado de que temos exatamente 85 minutos de música. Certamente teremos que cortar algumas, afinal queremos dizer alguma coisa para os nossos fãs aí. Mas estou muito feliz e empolgado para o show. Muitos dizem que nós soamos ainda mais rápidos quando tocamos ao vivo. Muitos fãs chegam para mim e dizem que estamos tocando fora do ritmo da música – o que não é verdade. Na verdade somos muito rápidos e conseguimos colocar muitas músicas de nosso repertório ao vivo. É um dos momentos mais importantes da carreira do Ektomorf e quero que seja incrível, pesado e rápido!

E o que nós podemos esperar do futuro do Ektomorf?

Agora nós vamos sair em turnê e passaremos um bom tempo na estrada. Iremos para a América do Sul e logo depois faremos uma turnê pelos Estados Unidos. Como você pode ver na foto de divulgação, faremos também uma extensa turnê pela Europa e estamos muito empolgados para o que está por vir.

SERVIÇO
EKTOMORF NO RIO DE JANEIRO
 
Data: 7 de fevereiro de 2019 
Local: Teatro Odisseia 
Endereço: Avenida Mem de Sá, 66 – Lapa 
Horário: a partir das 19h
Evento: www.facebook.com/events/1126747380811661 
Ingresso: R$ 40 a R$ 60: https://pixelticket.com.br/eventos/2662/ektomorf-no-rio-de-janeiro

EKTOMORF EM SÃO PAULO 
Data: 8 de fevereiro de 2019 
Local: Sesc Pompeia 
Endereço: Rua Clélia, 93 
Horário: a partir das 20h
Evento: www.facebook.com/events/338019766793043 
Ingresso: R$ 9 a R$ 30: bit.ly/ektomorf-sescpompeia

EKTOMORF EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 
Data: 9 de fevereiro de 2019 
Local: Hocus Pocus Stúdio & Café 
Endereço: Rua Paraibuna, 838 – Jardim São Dimas 
Horário: a partir das 18h
Evento: www.facebook.com/events/369808197142239 
Ingresso: R$ 35 – 50: www.pixelticket.com.br/eventos/3079/ektomorf-e-lacerated-and-carbonized-em-sao-jose-dos-campos

%d blogueiros gostam disto: