Visions of Atlantis: O Renascer de Uma Estrela

Visions of Atlantis é uma banda austríaca de Power Metal que já passou por diversas mudanças em sua formação, já interromperam suas atividades e retornaram com seus membros fundadores em 2013. Naquele ano muitos dos músicos fundadores desistiram novamente e tudo parou. Graças aos sonhos e perseverança de Clémetine Delauney (vocalista) e de Thomas Case (baterista) a banda escolheu novos músicos, sendo eles Herbert Glos (baixo), Christian Douscha (guitarra) e o vocalista Michele Guaitoli e a banda Visions of Atlantis lançou em 2018 seu mais recente álbum The Deep & The Dark. Conversamos com Clémetine Delauney, uma das cantoras mais talentosas do Power Metal, para saber um pouco mais sobre o obscuro tema do álbum novo, a turnê pela América do Sul e o futuro de uma das bandas que nunca deixou de sonhar.

Por Marcos Franke

Visions of Atlantis é uma banda que já possui seis álbuns e uma carreira consistente no mercado do Heavy Metal. Podemos dizer que com esta turnê, que contempla a América do Sul, vocês estão fazendo um passo muito importante em sua carreira musical? Quanto isto significa para você?

Sim, é um passo muito importante. Poder fazer shows nesta parte do Mundo é incrível e é a nossa primeira vez. Sabemos que nosso estilo musical é muito popular entre os headbangers na América do Sul e recebemos muitas mensagens destes países para que para tocar em seus países. Nós não poderíamos fazer esta turnê se o nosso álbum não fosse tão forte e bem recebido pelo público.

Como é crescer como músico para você? Você está vivenciando tudo o que desejou?

Nós estamos melhorando e vivendo novas experiências enquanto a banda cresce, tocando mais shows e tocando em lugares que nunca imaginamos. A banda está crescendo do jeito que queríamos, acreditando em seu potencial. Isto nos faz melhorar como músicos também, melhorando a cada turnê, com mais prática já que a banda está mais ativa do que nunca. Mas ainda temos tanto para vivenciar e fazer! Liderar turnês, fazer turnês em países e tocar em festivais, escrever mais músicas e fazer mais videoclipes!

Tocar ao vivo é excelente, mas pode ser desafiador principalmente quando vocês tem vocês como a sua na banda. Como vocês se preparam quando saem em turnê?

Eu treino a cantar por um tempo mais prolongado do que normalmente faço. Pratico estilos diferentes de cantar para treinar a flexibilidade de minha voz. Eu faço exercícios e tento dormir melhor para assim começar a turnê em ótima forma. Depois é tentar manter um estilo de vida saudável para poder aguentar a distância. Nós tocamos 12 shows em seguida em nossa última turnê e nenhum de nós havia feito isto antes – tivemos nos manter no foco e saudáveis para fazer ótimas performances todas as noites.

Visions of Atlantis lançou um álbum novo em 2018. Como The Deep & Dark foi recebido pelos fãs?

Ficamos muito surpresos com a recepção do álbum! Ficamos muito felizes com o resultado, mas não esperávamos um retorno tão positivo dos fãs! Recebemos retornos incríveis de nossos fãs, mas criamos novos fãs! Foi uma sensação incrível. Fizemos o que era a nossa obrigação. Fazer música que todos curtem tocar e cantar. Isto só dá mais vento para as nossas asas…

Você pode contar um pouco o quão desafiador foi gravar este álbum para a banda?

O álbum era para ser gravado com os membros fundadores que voltaram no final de 2013. Após dois anos não tínhamos músicas prontas e tivemos que encarar o fato de que nenhum álbum ficaria pronto nestas circunstâncias. Os membros fundadores não tinham tempo para se dedicar ao Visions of Atlantis. Então tivemos que mudar a formação novamente, que foram tempos difíceis novamente. Tivemos que contratar um produtor para nos ajudar a terminar as músicas. Daquele dia a diante tudo melhorou e conseguimos dar à luz a este álbum novo.

Tenho uma curiosidade, como vocês dividem as vozes femininas e masculinas? Quando vocês sabem que uma parte é voz feminina ou a outra é voz masculina?

Nós testamos tudo! Testamos isto tudo na pré-produção e tentamos manter o som na melhor qualidade possível. Visions of Atlantis sempre teve mais espaço para as vozes femininas, então é intencional que haja mais vozes femininas que masculinas. Portanto, sempre testamos e dependendo do estilo da música a gente atribui uma voz ou a outra.

Eu acho que a música ‘Book of Nature’ deve ter sido a música mais difícil de se gravar, não? Tem tanta coisa acontecendo nesta música! Na minha humilde opinião, é uma das músicas mais belas do álbum.

Sim, ela é muito rica. Nós amamos isto. Ter algumas músicas que possuem um universo e uma atmosfera mais pesada. Certamente tivemos muito trabalho com os arranjos com esta música.

O sentimento romântico do Power Metal pode ser ouvido em ‘Last Home’ – uma música muito bela a qual não perde para grandes clássicos do tipo balada do Helloween/Gamma Ray. Você também ajuda muito a abrilhantar esta música. Como foi compor esta música?

Esta música foi uma colaboração minha e meu produtor. Eu escrevi toda a linha vocal que é basicamente a estrutura da música em termos harmônicos e rítmicos. Foi um trabalho difícil e emocional já que eu pude definir sobre o que seria a música, lidar com o luto e as dificuldades em ter que deixar pessoas que faleceram. Eu me deixei preencher por emoção ao compor a linha de vocal. Foi um processo purificador….

Você pode escrever um pouco sobre a letra desta música?

Eu queria me expressar em palavras a sensação pura que você tem quando perde alguém que você ama. Esta sensação simples de não querer, não aceitar de que a outra pessoa partiu. Quando uma situação destas te atinge, no começo não há uma metáfora, poesia, mas a verdadeira e brutal tristeza que a acompanha. Esta é a razão pela qual uso palavras simples, ideias simples já que são tão verdadeiras. Apenas tempo pode sarar esta dor e ainda ter as pessoas que amamos em nossos corações. Eu fui uma vez a um funeral e havia uma frase na parede do crematório que dizia: “A última sepultura dos mortos é no coração dos que vivem”. Mas eu achei a ideia muito depressiva. Não, a gente não mantém mortos em nossos corações – é lá onde mantemos elas vivas. É dali que eu tirei a ideia para o título da música. Nosso coração é a última casa para as pessoas que amamos. Não a sepultura.

Muito obrigado pela entrevista e espero que vocês tenham uma turnê bem sucedida pela América do Sul!

Muito obrigado pelo apoio e espero que esta turnê pela América do Sul seja apenas a primeira de uma série de turnês!

SERVIÇO SÃO PAULO:

Visions of Atlantis no Brasil

Domingo – 10 de Fevereiro de 2019 – São Paulo

Local: Jai Club – Rua Vergueiro 2676, Vila Mariana, Próximo à Estação Ana Rosa do Metrô.

Evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/319712128595096/

Site Oficial:

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