Dimmu Borgir: Testemunhamos a consagração sinfônica do Black Metal

Foto: Flavio Santiago

Texto: Marcos Franke

Foto: Flavio Santiago

O show de ontem dos noruegueses do Dimmu Borgir teve uma banda de abertura da Venezuela – o Cultura Tres. Com influências do sludge metal e pitadas de psicodelia, a banda é liderada por Alejandro Londoño Montoya (voz,guitarra) e veio acompanhado por Benoit Martiny (bateria), Juanma de Ferrari (guitarra) e Darrel Laclé (baixo). A banda, que já tocou em São Paulo abrindo para os irmãos Cavalera na semana passada, se mostrou muito segura perante fãs da música mais extrema e demonstraram competência no som que promovem. Com um baixo grave  e um peso extra de uma segunda guitarra, o Cultura Tres foi muito bem recebido e promoveu músicas de seu novo álbum La Secta. Destaque para as palavras de Alejandro no final do show, que deixou o recado de que o público precisa se manter unido contra a politicagem, reforçando que o público que curte heavy metal precisa se manter unido!

O show do Dimmu Borgir começou pontualmente ás 22:00 da noite. Formado por Shagrath (vocais), Galder (guitrra) e Silenoz (guitarra) a banda acrescenta em seu formato ao vivo os músicos Daray (bateria), Gerlioz (teclado) e Victor Brandt (baixo). Divulgando seu mais recente álbum Eonian, lançado pela Nuclear Blast Records em Maio deste ano, os noruegueses trouxeram todos os grandes clássicos que desde 2012 não são ouvidos pelos fãs brasileiros. A banda começou seu show com já dois clássicos instantâneos do álbum novo Eonian  – ‘The Unveiling’ e ‘Interdimensional Summit’. A banda foi recebida calorosamente pelo público e houve até alguns que não conseguiram segurar suas lágrimas ao tocar dos primeiros acorde de ‘The Chosen Legacy’ e da instrumental ‘The Serpentine Offering’ – ambas do aclamado álbum In Sorte Diaboli.

Foi com a faixa ‘Gateways’ (Abrahadabra/2010) que a banda realmente começou a agitar o público próximo ao palco. Mas a banda volta ao álbum novo Eonian com as muito bem trabalhadas ‘I am Sovereign’, ‘Council of Wolves and Snakes’ e Archaic Correspondence’ que demonstram muito bem as atribuições de Galder e Silenoz na arte de composições de riffs contaminantes. Shagrath obviamente roubava o show com sua performance um tanto sombria no palco do Tropical Butantã. A banda deixa o palco com o clássico ‘Puritania’, do álbum Puritanical Euphoric Misanthropia um indiscutível clássico desta banda norueguesa.

A banda retorna ao palco ao som de ‘Indocrination’ do já consagrado Puritanical Euphoric Misanthropia. Mas o público queria um clássico e isto não faltou até o final do show com ‘Progenies of the Great Apocalypse’ (Death Cult Armageddon) e ‘Mourning Palace’ (Enthrone Darkness Triumphant) dois grandes exemplos do que esta banda sinfônica é capaz.

A banda deixou o palco com promessa de retorno e com aquele gostinho de quero mais. Parabéns a Honorsounds por mais um grande show realizado!


DIMMU 2018

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