Sons of Apollo: Dream Team faz show arrebatador em São Paulo

Dream team da música se apresentou em São Paulo e divulgou seu primeiro trabalho Psychotic Symphony com classe!

Por: Marcos Franke

Fotos: Diego Cabral Camara

A banda responsável para abrir o show do Sons of Apollo foram os paulistas do República. Divulgando o álbum Brutal & Beautiful, lançado ano passado, a banda pincelou pela sua breve discografia que ainda conta com o álbum de estréia chamado Point of No Return, lançado em 2013. Um dos momentos mais impactantes da noite foi a versão para ‘Head Like a Hole’ do Nine Inch Nails. A banda retirou completamente a parte eletrônica da música, deixando ela muito mais pesada do que ela já é. Conforme relato do vocalista Leo Beling, a idéia de fazer cover para esta música surgiu em Los Angeles, em uma das diversas turnês da banda pelo exterior. A banda não poderia estar completa sem mencionar os integrantes LF Vieira (guitarra), Jorge Marinhas (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Mike Maeda (bateria), que mostraram muito bem a grande potência de seu hard/heavy rock e foram muito bem recebidos pelo exigente público do Sons of Apollo. Que grande show!

A banda Sons Of Apollo é uma verdadeira utopia musical. Com integrantes absurdamente talentosos, com uma carreria extensa e muito bem sucedida, Sons Of Apollo é formada por Mike Portnoy (bateria), Billy Sheehan (baixo), Jeff Scott Soto (vocal), Derek Sherinian (teclado) e Ron ‘Bumblefoot’ Thal (guitarra). Só de mencionar estes nomes, pode-se esperar algo estrondoso e que beira á perfeição. Divulgando o primeiro álbum Psychotic Symphony (2017), o quinteto veio para São Paulo deixar o público estarrecido com a grande capacidade musical do conjunto. Cada integrante deste super projeto possui álbuns que são verdadeiras obras de arte – começando por Ron Bumblefoot Thal, um dos guitarristas mais incríveis que já escutei em toda a minha vida. Sons of Apollo não somente deu asas a criatividade deste músico, como deu a oportunidade para ele mostrar seu virtuosismo com músicos tão incríveis feito ele – que ultrapassam todos os limites auditivos imaginados. Ron Bumblefoot Thal, que já compôs álbuns como Abnormal (2008), Normal (2005) e o incrível Uncool (2002), deitou e rolou ao acompanhar o mestre dos teclados Derek Sherinian – um dos ex-tecladistas do Dream Theater e responsável em colocar muita emoção nos álbuns de estúdio A Change of Seasons (1995) e Falling Into Infinity (1997) e o registro ao vivo Once in a LIVEtime (1998).

Claro que nada disto seria possível sem a parte rítmica composta por ninguém mais ninguém menos que o mestre do contrabaixo Billy Sheehan (Mr.Big) e o super atarefado Mike Portnoy (Adrenaline Mob, Winery Dogs, Neal Morse, ex-Dream Theater, Liquid Tension Experiment, Transatlantic, OSI e muitos outros). A voz escolhida para este super grupo foi Jeff Scott Soto, uma das vozes mais versáteis de nosso tempo e reponsável por encabeçar bandas incríveis como W.E.T., Talisman, Humanimal, S.O.T.O. e tantos outros. Músicas como ‘Signs of Time’ e até ‘Labyrinth’ são grandes exemplos da grande versatilidade sonora deste quinteto.

Solos de teclados hypnotizadores, riffs absurdamente complexos e notas jamais imaginados no contrabaixo é o que o público viu no Tropical Butantã, naquele sábado á noite. Sem contar é claro com a mirabolante arte das baquetas do mago da bateria Mike Portnoy, que empolgado quebrou diversas partes de seu instrumento ao decorrer do show por pura empolgação. Claro que também pudemos conferir atuações solos de cada um dos músicos, que abrilhantou o show ainda mais por demonstrar a capacidade musical de cada músico com seu instrumento e seu domínio absurdo de técnica. Aliás, técnica poderia resumir e muito bem tudo o que pudemos testemunhar.

Jeff Scott Soto ainda fez um grande tributo ao Queen com The Prophets Song/Save Me onde na minha humilde opinião, o vocalista deveria ter explorado muito mais A Prophets Song do que Save Me – esta última muito simples para o nível absurdo do cantor. O ponto alto do show ficou para o cover Lines in the Sand, do Dream Theater – que música! Provou a grande versatilidade de Derek Sherinian nos teclados que se intercalam com verdadeiros riffs de guitarra. Impressionante! A banda se despediu do palco do Tropical Butantã com um cover do Van Halen, And the Cradle Will Rock e a grandiosa Coming Home – a melhor faixa do primeiro álbum da banda. Um show arrebatador e que deixou os fãs com água na boca. A banda prometeu retornar á São Paulo – não percam por nada neste Mundo!

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