Foi show! Free Pass Metal Fest II: Accept e Anthrax. Tom Brasil, 9 de novembro, SP.

São Paulo/SP, 05-11-2017 - TOM BRASIL - FREEPASS METAL FESTIVAL II - ACCEPT

 

Por Joyce Tiago, fotos Flávio Hopp

Pra quem queria uma dose forte de metal dos bons e das antigas, a noite trouxe o melhor de seu repertório.

A abertura ficou por conta do King of Bones (SP) – com Rene Matela (guitarra – já tocou com André Matos), Renato Nassif (bateria), Júlio Federici (vocal) e Rafael Vitor (baixo) – que por volta de 40 minutos mostrou uma seleção de heavy metal e hard rock com sons do disco independente We Are The Law (2012) e do segundo álbum independente de estúdio:  Don’t Mess With The King (2016), lançado no Brasil e na Europa.

Foi legal o som dos caras. Apesar do áudio um pouco distorcido na casa, fizeram um bom trabalho e deram o recado de que bandas brasileiras têm bastante potencial.

Mas o melhor ainda estava por vir. Não podemos negar que a 2ª atração da noite era a grande espera, pelo menos por boa parte do público.

Lá pelas 21h30 os alemães do Accept dominaram o palco com todo seu Power metal e carisma que lhe são peculiares. Não teve pra ninguém. Abriram com a nova e incrível Die Dy The Sword (The Rise Of Chaos), mandando ver numa acústica perfeitamente redonda, limpa e sincronizada.

Mark Tornilo (vocal), Wolf Hoffmann (guitarra), Uwe Lulis (guitarra), Peter Baltes (baixo) e Christopher Williams (bateria), trouxeram novidades e arrebentaram mais uma vez nos clássicos, empolgando de vez a galera.

O set contou com Stalingrad, Restless and Wild, London Leatherboys, Final Journey, Analog Man, No Regrets, a indispensável Princess Of The Dawn, Objection Overruled, Fast As Shark, Metal Heart – com aquele solinho de “Für Elise” by Beethoven e a galera fazendo coral junto  – Teutonic Terror… E pro final…Balls to the Wall!!! 1h20 de pura empolgação.

Rolou ainda o duelo de baixo e guitarra, com Peter e Hoffmann combinando doses extremas de competência nos acordes que, magicamente, fundiam-se em metal.

O que é incrível no Accept é essa miscelânea de riffs trabalhados, que transitam nas notas e vão do melódico pro pesado experimentando diferentes sensações.

É o quarto show deles que assisto no Brasil e mais uma vez foi excelente: vocal com voz, instrumentos afinados e com peso, presença de palco, acordes articulados… E as caras e bocas de Hoffmann que fazem você experimentar que esta é, sem dúvida, umas das melhores bandas de todos os tempos.

Mas a noite reservava mais. Às 23h foi a vez dos norte-americanos do Anthrax: Scott Ian e Jon Donais (guitarras), Joey Belladonna (vocal), Frankie Bello (baixo) e Charlie Benante (bateria).

Com entrada destruidora, abriram com nada menos que Among The Living, seguida de Caught In A Mosh e Got The Time. Pausa para um breve “Hello” e continuaram aceleradamente com Madhouse, Fight’Em, Breathing Lightning, Medusa, I Am The Law, March Or Die (S.O.D.), Blood Eagle Wings, Be All, N.F.L. – finalizando com Anti Social e Indians.

Anthrax é aquela banda que toca com peso, emendando um som ao outro num ritmo constante e cheio de personalidade e trazendo o melhor do Thrash Metal, a combinação perfeita para fechar essa noite de eterno metal, lá pela meia noite e meia.

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