Accept: Heavy Metal com Certificado Alemão

Um dos grandes influenciadores de grandes estilos como o thrash/power metal e o também altamente aclamado speed metal, com seus dilacerantes riffs que atravessam a guitarra como relâmpago, volta ao Brasil com o incrível The Rise of Chaos – uma verdadeira obra de arte para amantes do NWOBHM. Conversamos com Wolf Hoffmann sobre como a banda mantém esta estrutura incrívelmente forte, mesmo com recentes mudanças em seu line-up e de quebra tentamos tirar algo sobre seu novo álbum solo Headbangers Symphony, em que transforma música clássica em verdadeiros hinos do Heavy Metal. Confira!

Por Marcos Franke

Accept lançou um álbum novo chamado The Rise of Chaos e tem sido aclamado por muitos por ser ainda melhor que seu antecessor Blind Rage. Você concorda com esta opinião?

Como não concordar! Mas, agora sério – é um elogio incrível e é na verdade a essência de nossos esforços, ser melhor desta vez do que da última vez no palco e fora dele. Eu tenho muita dificuldade em julgar nosso trabalho.

Ás vezes sangue novo como Uwe e Christopher, trazem novas ideias e o álbum acaba sendo ainda melhor que o anterior. Você concordaria com isto?

Verdade, mas no nosso caso nós temos um ritual de 40 anos em um manual operado por mim e Peter (N.R.: Peter Baltes, baixista). É o jeito que fizemos e fazemos, com poucas exceções “Deaffy” põe um dedo (N.R.: Deaffy = Gaby Hoffman, manager da banda). “Deaffy” ainda está conosco e está envolvida com tudo desde 1980. Stefan Kaufmann (N.R.: Baterista entre 1980-1994) esteve perto nos anos 90 e agora Mark Tornillo é responsável pelas letras. Para todos os outros seria muito difícil de trabalhar comigo e Peter – nós estamos ligados ao quadril e é isto. Os dois novos membros sabem disto e todos antes deles sabiam disto também.

Mas o som tradicional do Accept nunca muda. Como a banda sempre está mudando sem nunca mudar sua essência?

Por causa do que disse anteriormente. Nós temos muita segurança do que fazemos e naturalmente nós nos sentimos em casa com o jeito que compomos. Garantimos: fãs do Accept sempre receberão o que eles esperam e sabem – nós tivemos nossa fase de tentativa e erro e voltamos rapidamente para o que fazemos melhor e o que os fãs amam no Accept.

Quando falamos sobre essência, Accept é uma influência para muitas bandas em todo Mundo. Não é meio estranho pensar que você começou esta banda sem ter uma inspiração como Accept?

Incrível, absolutamente incrível e acredite, eu sei a importância em deixar as nossas canções para a História. Entretanto, isto nunca me mudou. Eu entendo que isto é um presente e eu nunca deixarei de ter certeza que eu dei o meu melhor – toda vez, sempre.

Quando pessoas te abordam dizendo que Accept é um estilo de vida e que outras bandas deveriam soar que nem vocês, como você lida com isto? Você reflete sobre isto depois?

Nós conhecemos a pessoa que abriu o nosso Mundo e nos ensinou a procurar o melhor dentro da gente. Você sabe quem é e eu tenho que dizer – foi um aprendizado duro. Nem todos que começaram no Accept podia lidar com isto. E ela nunca nos deixou… A idéia, de que quando você é adorado e honrado do jeito apenas músicos podem ser – você tem que dar o seu melhor no palco e fora dele. Você é um exemplo a ser seguido e você pode liderar olhando para cima ou você pode seguir os desafios de forma mais tranquila e fácil olhando para baixo. Eu sou uma pessoa muita presa ao chão e eu quero que todos saibam, que eu estou trabalhando duro, mais duro do que todos pensam e eu vejo o Mundo como ele é. Somos pessoas muito reservadas e Gaby (N.R.: Gaby Hoffmann, manager da banda) e Eu estamos tentando viver sendo o exemplo. Nós queremos fazer juz a esta idolatria e com isto, fazer nossos fãs saber que são eles que nos fazem e que nos dão o apoio e força para sermos sempre melhores do que antes.

Mesmo assim fico impressionado que mesmo com dois integrantes saindo da banda, vocês ainda conseguiram lançar um álbum incrível como The Rise of Chaos. Como isto foi possível?

Como eu disse, nada mudou e fazemos como sempre fizemos. Mark (N.R.: Mark Tornillo) entende a textura de nosso trabalho. Amamos sua voz e sem ele, certamente nunca teríamos voltado. Ele é a voz para gente, aquela voz! Somos muitos agradecidos que ele encontrou uma casa conosco – poderia ter sido bem diferente. Mas acho que ele entende que não fazemos TUDO para fazer dinheiro, mas fazemos TUDO para nos manter autênticos sem gastar nosso tempo precioso com pessoas que não encaixam – não importa o talento ou quanto dinheiro poderíamos fazer com elas – não é o motivo que fazemos isto. Eu tenho que estar seguro e em boa companhia, onde todos se aceitam do jeito que são, entendendo o que estou fazendo aqui.

O que me impressiona também é que a banda está sempre pronta para fazer turnê e sabe tocar todas as músicas ao vivo, mesmo após troca de formação. Como Uwe e Christopher se prepararam para esta tarefa?

Como nós nos preparamos – Ensaiar, ensaiar e ensaiar.

Falando em se apresentar ao vivo, vocês estão vindo ao Brasil para alguns shows. Como você se sente vir ao Brasil e a América do Sul mais frequentemente agora?

Nós nos sentimos tanto em casa, como na primeira vez na América do Sul. As letras para ‘Amamos La Vida’ foi uma homenagem de “Deaffy” para as pessoas que nem sempre estão em seus melhores momentos na vida, mas mesmo assim, conecta com a gente e amam a vida como ela é! É lindo este entusiasmo que vocês tem, é contagiante. Nós amamos vir aí!

Vocês tem uma base de fãs grande aqui. Qual foi a melhor experiência que vocês tiveram aqui no Brasil com os fãs?

Cada minuto é a melhor experiência…

Facebook é um lugar incrível para polêmicas e a última relacionada a comunidade Heavy Metal foi com Cronos do Venom maltratando fãs no aeroporto. Como você lida com fãs, especialmente da América do Sul, que são tão apaixonados pelos seus ídolos?

Eu preciso dizer, eu não estou muito inteirado com isto. Gaby o faz com os seus especialistas e eles tem feito um trabalho incrível. Não temos pessoas que nos odeiam, não temos nada de negativo relacionado ao nosso nome – mesmo eu certo que devem haver opiniões não muito legais sobre nós. Mas me disseram que não temos isto. Talvez os nossos fãs entenderam o que fazemos…

Você tem trabalhado muito com Accept, mas você também lançou um álbum solo chamado Headbangers Symphony. Você poderia nos contar rápido do que o álbum se trata?

Headbangers Symphony é algo muito especial. Eu vivo e amo isto e estamos trabalhando para entrar mais neste assunto. Mas vamos falar sobre isto mais tarde. Agora estou promovendo o álbum The Rise of Chaos – mas posso já antecipar que se eu for subir num palco com orquestra, a América do Sul estará na agenda! Fiquem ligados!

Eu acho que este álbum é muito mais Metal que Classical (1997), você não acha?

Sim, é sim e teremos um DVD ao vivo do Wacken. Isto te dirá muito mais!

Você já se apresentou como músico solo?

Não, apenas com o álbum Classical e agora com o Headbangers Symphony.

O que poderemos esperar do setlist para América do Sul? Além dos clássicos, vocês tocarão músicas nunca antes tocadas ao vivo?

Você verá! Não vamos acabar com as surpresas, ok?

Muito obrigado por esta entrevista e responder as perguntas. Por favor deixe sua mensagem aos fãs e aos leitores do Rock N Louder!

Obrigado a você. Para os seus leitores: Eles podem se orgulhar muito em ter alguém como você e eu espero encontrar cada um de vocês! Let’s Rock the House!!!

The Rise of Chaos Tour:

09/11 – Tom Brasil – São Paulo/SP

10/11 – Biruta/Praia do Futuro – Fortaleza/CE

11/11 – Teatro Rival Petrobras – Rio de Janeiro/RJ

12/11 – Music Hall – Belo Horizonte/MG

13/11 – Opera do Arame – Curitiba/PR

14/11 – Teatro Ademir Rosa – Florianópolis/SC

Canais Sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/accepttheband/

You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCyhVxwsqif2_ATAHtTHn7zg

Instagram: https://www.instagram.com/acceptworldwide/

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