Lör: Quando a paixão pela música fala mais alto!

Uma das mais recentes surpresas vindas da Pensilvânia, Estados Unidos é a banda Lör. Formada por Graham Noel (baixo), Greg Bogart (bateria), Peter Hraur (guitarras), Matthew Barlett (teclados) e Tyler Fedeli (vocais) a banda passou por inúmeros desafios impostos pela vida e com muita persistência finalmente lançam seu primeiro álbum batizado de In Forgotten Sleep. A banda, que possui um estilo muito inusitado que explora o rock progressivo com pitadas de power metal e folk metal lança um álbum que traz ar novo á já maçante cena, que grita por renovação. Tive uma conversa com a banda, que hoje é vista como uma das grandes promessas da cena musical americana. Confira!

Por Marcos Franke

“…Não somos apenas uma banda folclórica, ou de power metal, mas sim uma mistura disto…” – Lör

 In Forgotten Sleep é um início arrebatador. Por que vocês torturaram tanto seus fãs por tanto tempo antes de lançar este grande álbum?

Nossa intenção nunca foi torturar ninguém, além do mais não acredito que tínhamos fãs antes de lançar o álbum. O processo de gravar, mixar e masterizar foi feito completamente por nosso guitarrista, Peter Hraur e este, foi o maior compromisso que a gente teve como banda até agora. Foi um aprendizado certamente. Nós também lançamos outro álbum, como projeto de graduação sob o nome Ashen Waves e gastamos muito tempo com isto também. Infelizmente, a vida real bateu forte em alguns de nossos integrantes nestes últimos anos – então a banda não foi muito importante nestes tempos. Estamos muito felizes que o álbum finalmente foi lançado.

O estio musical de Lör é descrito por vocês como “progressive folk power metal”. Como vocês surgiram com esta descrição?

Apenas combinou com o que tentamos fazer. Não somos apenas uma banda folclórica, ou de power metal, mas sim uma mistura disto e cada música pode ser classificada em cada gênero de uma forma diferente. Dito isto, não acho que um gênero pode capturar uma banda completamente e achamos que estes três sub-gêneros funcionam melhor para nos descrever.

Como vocês misturaram estas influências todas em sua música? Alguém na banda surge com a idéia e todas as idéias são usadas?

Eu posso estar errado, mas não acho que começamos a banda com a intenção em ser uma banda de metal progressivo. Isto apenas foi uma evolução natural de alguma forma, já que nossos gostos musicais nos orientaram para esta direção. No caso da composição, todos nós contribuímos, mas nem todas ideias são usadas, já que a maioria das músicas perderiam o charme se assim fosse. Peter na maioria das vezes escreve os elementos principais temáticos da maioria das músicas e o restante da banda tenta dar uma pitada própria colocando suas próprias ideias ao tema. Honestamente, ás vezes é um processo difícil, mas pode ser bem recompensador.

A música ‘Dark Cloud’ poderia ser claramente uma música do Yngwie Malmsteen, por causa da base melódica da guitarra. Como foi trabalhar usando bases melódicas tão sofisticadas para esta música?

Você está certo ao assumir que estas bases melódicas serem o núcleo para a música ‘Dark Cloud’. Peter escreveu elas primeiro e o resto meio que fluiu naturalmente depois disto. Por estas bases serem tão ocupadas, elas precisam fluir sozinhas e deixadas só e não deveriam ter o vocal sobreposto a elas – elas precisam ter seu próprio espaço. Esta música também foi meio que a mais complicada do álbum por ser mais curta e por provavelmente possuir a maior quantidade de “power metal” que as outras.

A faixa ‘Requiem’ é uma de minhas faixas favoritas de In Forgotten Sleep e penso que ela é a mais versátil com as linhas de bateria e as diferentes de guitarra combinadas com os vocais mais inusitados do álbum. Esta música foi composta por último? Ela parece ser tão mais complexa que o restante das músicas.

‘Requiem’ foi o início de uma nova Era para Lör e foi a primeira música que fizemos com o nosso novo baterista Greg e o tecladista Matt. Isto na verdade foi feito há muitos anos e na minha opinião marcou uma mudança em nossas inclinações progressivas que nossas músicas iniciais tiveram. ‘Requiem’ na verdade foi a quinta música que escrevemos. ‘Spectrum’ foi a última que finalizamos.

Você diria que In Forgotten Sleep prova vocês amadurecendo como músicos de faixa em faixa?

Se você colocasse em ordem de composição, faixa por faixa você claramente notaria uma mudança em nossas habilidades de compositores e músicos. Algumas partes das músicas ficaram mais difíceis e alguns arranjos ficaram mais detalhados. Não sei se isto “prova” alguma coisa, mas há uma grande diferença em nossas performances entre nossas demos e In Forgotten Sleep. Apesar de ainda estarmos trabalhando nele, acredito que o álbum nr.2 será uma forma mais clara de demonstrar o nosso crescimento musical.

Os teclados neste álbum também são muito importantes em tantos momentos. Um dos grandes momentos é em ‘Visions of Awakening’ – é uma mistura grandiosa de folk e power metal!

Obrigado! Os teclados são definitivamente um grande componente para nós e ajudam muito na criação da atmosfera e texturas diferentes. Amamos as guitarras, mas há algumas coisas que os teclados fazem muito melhor. Nós também não temos acesso a cada instrumento e os teclados nos ajudam a fazer a ponte que preenche algo em particular quando necessário.

Vocês estão sendo muito elogiados pela imprensa especializada como uma das grandes revelações do ano. Como vocês estão recebendo este retorno? Quando as gravações estavam prontas, vocês sabiam que o álbum tinha potencial para fazer história?

Nossa, fazer história, espero que o faça, mas acho que ainda não está lá (risos). Obrigado pelo elogio! A resposta tem sido além do esperado. Sempre esperei que o que estávamos fazendo fosse algo especial. Pelo menos achei que estivéssemos fazendo música que seria ouvida. Nunca esperamos ser elogiados na verdade, especialmente por estarmos tocando estas músicas por tanto tempo.

Como foi promover este álbum? É curioso saber por que muitas pessoas devem se perguntar como uma banda pequena da Pensilvânia, Estados Unidos receberam tanta notoriedade tão rapidamente?

Contratamos uma empresa de marketing, Dewar PR para lidar com a promoção do álbum. Curtis, o dono da empresa, fez um ótimo trabalho e sentimos que o álbum realmente chegou nos ouvidos das pessoas. Não acho que isto teria acontecido sem ele. Não temos como agradecer o suficiente.

Você acha que promover álbuns em plataformas como Spotify ajudam vocês muito mais do que se fosse apenas por MP3?

Eu acho que Spotify nos ajuda a atrair o ouvinte esporádico e as pessoas que querem conhecer a gente e não querem ser estorvados com Bandcamp móvel. Talvez estes ouvintes nos ajudem de outra forma num futuro. Mas isto só poderá ser dito mais para frente. Apenas queremos ser ouvidos e parece que isto está funcionando muito bem!

Como é tocar estas músicas ao vivo? Vocês tem planos de fazer uma turnê para este álbum?

Nós tocamos todas estas músicas ao vivo, exceto a música título, mas o queremos fazer logo. Obviamente existe uma diferença entre como as músicas estão no álbum e as nossas performances ao vivo. Nem tudo pode ser recriado, mas nem tudo precisa ser. Mas amo tocar estas músicas ao vivo. É ótimo quando as pessoas respondem a elas positivamente ao vivo. A energia é diferente – mais excitante suponho. Temos planos para uma turnê, mas não estamos prontos para anunciar ela ainda.

Há algumas referências enormes de bandas progressivas nos Estados Unidos como Symphony X e Dream Theater. Existe um sonho, como músico, ser comparados a eles?

Alguns membros da banda são grandes fãs destas bandas, mas fora isto, seria uma grande honra ser comparado com até bandas menores que nos usaram como referência como Wildrun, por exemplo. Eles não são tão grandes como as mencionadas, mas a qualidade musical deles é incrível e estamos mais que lisonjeados em sermos colocados no mesmo patamar que eles.

Este é o fim de nossa entrevista. Muito obrigado por seu tempo. Algum pensamento final?

Obrigado por tomar o seu tempo, não apenas por ouvir nossa música, mas conhecer a gente um pouco mais! Apreciamos muito seu trabalho não apenas como crítico musical, mas também como fã!

Facebook: http://www.facebook.com/lorofficial

Bandcamp: halloflor.bandcamp.com

 

 

 

 

 

 

 

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