Kari Rueslåtten: O Silêncio é o Único Som

Há artistas no Mundo que compõe música para a alma. Certamente uma destas artistas é a cantora e compositora norueguesa Kari Rueslåtten. Após lançar o bem-sucedido To the North (2015), Kari lança seu oitavo álbum Silence is the Only Sound, que reforça ainda mais sua paixão pela folk music. Com Silence is the Only Sound no forno para ser lançado pela Hellion Records no Brasil aproveitamos para trocar uma idéia com esta carismática artista para conversar sobre o futuro de sua carreira como cantora e quais serão os próximos desafios.

“Não penso muito como canto, apenas sigo a emoção da canção. ” – Kari Rueslåtten

Por: Marcos Franke

Foto: Yuri Murakami

Esta é uma entrevista difícil para mim, já que sou fã de seu trabalho desde a época do The 3rd and the Mortal e projetos como Storm e The Sirens. Conte-me um pouco sobre como estes projetos te motivaram a seguir sua carreira solo.

Muito obrigado Marcos. Eu acho que eu tive muita sorte pois tive o prazer de ter os dois, ser um membro de uma banda e como artista solo. Gosto dos dois Mundos e um inspira o outro. Gosto de trabalhar com outros, mas gosto também de trabalhar sozinha.

Você já pensou em procurar uma banda novamente como era na época do The 3rd and the Mortal?

Não. Eu não tenho intenções em procurar uma banda assim novamente. The 3rd and the Mortal foi uma banda muito especial para mim e eles são muito amigos meus. Eu realmente curti o tempo em que passamos juntos.

Silence is the Only Sound é uma maneira tão incrível de mostrar o que a voz como instrumento pode fazer. Há tão poucos neste álbum. O quão difícil foi gravar este álbum?

Muito obrigado por seus elogios. Todas as músicas foram gravadas ao vivo no estúdio, os vocais como os outros instrumentos ao mesmo tempo. Gravar ao vivo acrescenta um pouco mais de nervosismo e seria como fazer um show para um público ao vivo – você tem apenas uma chance para as músicas. Isto adiciona uma certa emoção a minha voz e me deixa muito concentrada. Não penso muito como canto, apenas sigo a emoção da canção.

Quando comparo Silence is the Only Sound com seu trabalho anterior To the North, quais papéis estes álbuns tiveram em sua vida?

To the North é um álbum onde eu levo o ouvinte para “casa”, para o meu norte. Eu estou encontrando os caminhos e os sons que os guiam ao norte. No álbum novo, Silence is the Only Sound eu já estou no Norte e nas montanhas. Os sons e atmosfera são mais ricas e possuem uma textura mais cheia, estendendo um pouco o desafio para álbum novo – algumas canções são mais espaçadas nos arranjos, apenas piano e minha voz como na música título ‘Silence is the Only Sound’ ou outras mais orquestradas como a música ‘Gone’.

É interessante ouvir você como cantora folclórica, não ter gravado nada no berço do estilo, em Nashville – Estado Unidos. Você tem interesse em ir á fundo nas raízes da música folclórica e talvez adicionar instrumentos típicos, como banjos em sua música?

Estou sempre procurando novas formas de compor e explorar música, então talvez esta seja uma possibilidade no futuro. Ir para Nashville seria uma inspiração mesmo!

Falando sobre Nashville, Robert Plant e Alisson Krauss fizeram um álbum de música folk incrível chamado Raising Sand, incluindo influências do blues. Você tem interesse em explorar o lado do blues da música folk também?

Humm, uma pergunta bem interessante, talvez eu faça isto. É um álbum muito bom também!

Outros músicos folk usam muito instrumentos acústicos, mas você foca mais no ambiente, no clima de cada música. O que te inspira para ser tão diferente de outros artistas folclóricos? É talvez a experiência mais sombria que apenas a Noruega pode te oferecer?

Sim, talvez seja isto! J Eu gosto quando misturo elementos de muitos gêneros e crio algo novo. O gênero folclórico sempre esteve muito próximo de meu coração, mas também possui um lado obscuro, mais atmosférico – então como artista eu vejo com naturalidade misturar os dois.

Você teve a oportunidade de vir ao Brasil junto com o The Gentle Storm. Conte-me como foi sua experiência aqui com a banda.

Sim, eu tive! Foi uma experiência tão maravilhosa viajar com Anneke e o restante dos músicos do Gentle Storm. Viajar ao Brasil foi incrível, pessoas são tão legais e abertas!

Como é estar com os fãs e encontrar alguns depois de tanto tempo? Eles te deram material para autografar?

Os faz foram tão incríveis! Tão calorosos e generosos – foi como encontrar velhos amigos. Eles me deram presentes e deram coisas para assinar, foi surpreendente e amigável!

O que mais impressionou você ao encontrar os fãs da América do Sul? Especialmente os brasileiros?

Os fãs da América do Sul e do Brasil são tão abertas e falam muito de seus corações ao mostrar emoção ao cantar com a música que você toca. É inspirador demais! Foi incrível estar no palco e ouvir tantos cantando sua música e as sabendo de cor – mesmo elas sendo músicas novas. Foi uma experiência incrível e espero poder voltar logo!

O álbum novo Silence is the Only Sound será lançado no Brasil pela Hellion Records. Você tem planos de vir ao Brasil para uma turnê?

Estamos trabalhando juntos para uma turnê ano que vem, mas não há nada certo ainda. Vamos cruzar os dedos para que isto aconteça, pois amaria voltar!

Muito obrigado por fazer esta entrevista! Deixe sua mensagem aos fãs brasileiros e leitores da Rock N Louder.

Olá todos! Eu realmente espero voltar e ver todos vocês novamente e poder cantar para vocês brasileiros ao vivo – foi muito especial para mim na última vez e espero de coração que isto aconteça logo novamente! Abraços meus, Kari.

 

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