Odin’s Krieger Festival 2017

Por Marcos Franke, fotos: Sergio Scarpell/OKF Produções/Powerline

A proposta do Odin’s Krieger Festival foi trazer mais da cultura viking, do folk rock e do Mundo medieval para a comunidade que curte Heavy Metal. O que, no entanto me impressionou demais no evento foi a quantidade de tendas com mercadorias. Bolos caseiros de todos os tipo, vestimentas, armas e artigos em couro no estilo Medieval demonstram o quão amplo é este mercado que a cada ano cresce mais. Os famosos chifres de boi, que a maioria dos headbangers usou para beber cerveja, também marcaram presença em todos tamanhos imagináveis. Sem muitas delongas, vamos ás bandas que se apresentaram no evento.

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A banda mineira Hagbard, de Juiz de Fora, foi a primeira a se apresentar. Formada por Everton Zadeira (bateria), Romulo “Sancho” Rovezana (baixo), Tainá Bergamaschi (guitarra), Victor Casto (guitarra), Gabriel Soares (voz/teclado) e Igor Rhein (vocal) traz aos palcos músicas de seu mais recente trabalho, Vortex to an Iron Age (2016). Com músicas como  “Cursed Dwarf”, “Iron Fleet Commander” e “Shieldwall”, os mineiros do Hagbard deram seu recado e mostraram que o death metal nacional está mais vivo do que nunca. Após um death metal bem executado era a vez dos piratas darem as caras no Festival.

A banda Confraria da Costa traz todo seu equipamento ao palco do Odin’s Krieger Festival e não faz feio, levando todos os integrantes a dançar pela casa. Com seu estilo calcado no punk/ska, o Confraria da Costa implementou metais ao seu som, trazendo muita originalidade ao festival. Com Ivan Halfon (vocal, banjo), Luiz Pantaleoni (baixo), Abdul Osiecki (bateria), Richard Lemberg (violino), Anderson Lima (guitarra, vocal), Jhonatan Carvalho (sax, trompete) e André Nigro (percussão), os piratas fizeram o show mais agitado da tarde.

Após uma breve apresentação de duelos de espadas e escudos simulados pelos fãs da Era Medieval, era a vez do Hugin Munin se apresentar. Com uma produção um pouco diferente das outras bandas, o quinteto subiu no palco para gravar sua apresentação para um futuro DVD. Tendo em sua formação Surt (vocais), Thorgrim (guitarra), Hjalmar (guitarra), Carcharoth (baixo) e Modi (bateria), os santistas mostraram o melhor de seu viking metal tocando faixas de seu álbum All Hail Odin/2016. Com direito a solo da bateria de Modi, os músicos do Hugin Munin fizeram um bom setlist agitando todos os presentes. Uma das grande expectativas do dia foi para o show da banda Tuatha de Dannan, banda que se apresentou logo depois. Os mineiros de Varginha, subiram no palco do festival ás 20:00 em ponto ao som das famosas uilleann pipes, tocadas por Alex Navar.

O Tuatha de Dannan completa sua formação com Bruno Maia (vocal/guitarra), Giovani Gomes (baixo/vocal), Rodrigo Abreu (bateria) e Edgard Britto (teclado) trazendo todo o público á frente do palco. A banda tocou seus grandes clássicos como “Rhymes Against Humanity”, “Battle Song” e o clássico “Tan Pinga Ra Tan”, levando todos os presentes a catarem e dançarem pela casa. O Tuatha de Danann encerrou seu show com “Bella Natura”, um grande clássico do álbum Trova di Danú (2004).

Quem encerrou o festival foram os holandeses do Rapalje. Com uma casa já bem mais vazia, os que ficaram, realmente estavam curiosos para saber o que estes holandeses tinham na manga. Quem ficou não se arrependeu. Formada por David Myles, Dieb, Maceál e Wililiam os músicos cantam, dançam, fazem piadas e são multi-instrumentistas. Com instrumentos básicamente acústicos, o quarteto surpreendeu com sua vasta exploração de instrumentos. A gaita de fole, no entanto é a mais impactante, tocada por David Myles. O prêmio de instrumento mais curioso ficou para o contrabaixo de uma corda apenas, onde o braço era apenas um cabo de vassoura. Incrível o som que este instrumento tinha! A banda fez um setlist bem humorado e longo como a engraçadíssima “Under the Scotsman’s Kilt” e a em holandês “Wat Zullen we Drinken”. Houve também uma cover para o clássico do Thin Lizzy, “Whiskey in the Jar”, para satisfazer aqueles que sentiram falta de um clássico no setlist. A banda encerrou seu show com “Flatland”, um bom representante da música folclórica da noite.

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Foi um grande festival, marcado por bandas de diversos estilos musicais e comidas e vestimentas típicas da época medieval. Com a popularização deste tipo de festival, espero que tenhamos mais oportunidades de testemunhar grandes festivais como o Odin’s Krieger Fest. Que venha a edição de 2018, por Odin!

 

SETLISTS

Hagbard

Never Call The Sage to Drink in Your Home

Cursed Dwarf

Relic Of The Damend

War For The Dawn

Iron Fleet Commander

Warrior’s Legacy

March To Glory

Deviant Heathen

Shieldwall

Let Us Bring Something for Bards to Sing

Mourning Palace (Dimmu Borgir cover)

 

Confraria da Costa

Hungarian Dance nº5

Rússia Reversa

És Cadavérico!

Á Deriva

Canto dos Piratas

Lagartos

Cia de Canalhas

Preparar… Apontar… Fogo!

Polka do Diabo (música nova)

Oh! Garrafa

Balada dos Mortos

Coisas Piores Acontecem no Mar

Cançoes de Assassinato

The Basso

 

Hugin Munin

What lies Below

All for Nothing

Flight of Ravens

Look Skyward

(solo bateria)

Ashes of my Enemy

Lords of War

Hail

Death or Glory

Swords Speak

 

 

Tuatha de Danann

We’re Back

Rhymes Against Humanity

Believe: It’s True!

Battle Song

Tan Pinga Ra Tan

The Brave And The Herd

Us

Land of Youth

The Last Words

Bella Natura

 

Rapalje

Glen Coe

Johnnie Cope

Galway Girl

Here’s to You

Skye Boat Song

Under the Scostman’s Kilt

As I Roved Out

Cooley’s Reel

Whiskey in the Jar

Fairytail of New York

Raggle Taggle Gipsy

Bussindre Reel

Caledonia

Heart of Steel

Home is where my friends

Wat Zullen we Drinken

Drunken Sailor

Loch Lomond

Kweetniet Set

Flatland

 

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