O Homem do Castelo Alto – Philip K.Dick

O Homem do Castelo Alto

Philip K.Dick

Editora Aleph

Por: Marcos Franke

 

O Homem do Castelo Alto (no original em inglês The Man in the High Castle) é um livro de distopia, romance e ficção científica de 1962 escrito pelo famoso escritor norte-americano Philip K.Dick. O romance se passa em um Estados Unidos opressor, no sombrio ano 1962, quinze anos após as Potências do Eixo derrotarem os Aliados na Segunda Guerra Mundial, onde os Estados Unidos foram entregues à Alemanha nazista e ao Império do Japão.

Embora não seja a primeira peça de distopia (que são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo e por opressivo controle da sociedade), o livro ajudou a definir as obras literárias do gênero. Philip K.Dick ganhou o Prêmio Hugo e se tornou conhecido em meios de ficção científica.

O prêmio Hugo é entregue anulamente para os melhores trabalhos e realizações de fantasia ou ficção científica. É uma homenagem a Hugo Gernsback, o fundador da pioneira revista de ficção científica Amazing Stories e já foi oficialmente conhecido como Science Fiction Achievment Awards até 1992.

Num Mundo dividido entre Alemanha nazista e Japão, em que negros na África continuam escravos e judeus tentam se esconder sob identidades falsas, os dramas de vários personagens são colocados em perigo, apenas por pensar diferente. Todos têm conexão entre si e todos, de alguma maneira, convergem para um livro polêmico chamado “O Gafanhoto Torna-se Pesado”. Seu autor vive isolado num castelo no alto de uma colina. Nesse livro, o autor deste Mundo distópico descreve uma realidade em que a II Guerra Mundial não foi perdida pelos Estados Unidos. O tema desperta a atenção das pessoas e ele acaba sendo divulgado por meios obscuros, enquanto os alemães e os japoneses tentam achar o autor, escondido em uma área neutra do dividido território americano.

Uma esperta decisão do autor foi incluir uma nova religião na vida dos personagens, vinda da cultura japonêsa – o I Ching. Alguns personagens não tomam qualquer decisão sem antes consultá-lo. O próprio autor declarou que ele mesmo fez várias consultas enquanto escrevia o livro.

A cultura americana tem um valor inerente que fica subentendido pelo interesse vivo que os colecionadores têm nas antiguidades americanas, e elevadas ao máximo na digressão de um Mundo onde a cultura americana simplesmente desaparece – um ponto a favor na eterna discussão ame/odeie os EUA. O conhecimento do autor pelos conceitos filosóficos tanto orientais quanto ocidentais é muito versátil. Os personagens são muito bem construídos e a trama não é monótona. Não à toa inspirou a série de mesmo nome.

A Amazon Prime recentemente lançou a primeira temporada baseada neste livro e adaptou a trama de Juliana Frink e sua grande saga por um Estados Unidos completamente decadente e dividido a procura do autor de “O Gafanhoto Torna-se Pesado” para as telas da TV. Um livro polêmico, diferente e muito cativante, faz com que a curiosidade não deixe o leitor colocar o livro de lado! Recomendado!

 

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