Neal Morse faz show inesquecível tocando seu The Similitude of a Dream na íntegra!

Texto: Marcos Franke

Fotos: Fernando Pires/Divulgação

 

Quando Neal Morse, Mike Portnoy, Randy George, Bill Hubauer e Eric Gillette pisaram no palco do Carioca Club, senti que seria um show histórico. Principalmente pelo cuidado que Neal Morse teve em transformar um show de quase duas horas e meia de duração em um grande espetáculo. O grande cuidado em demonstrar os passos do Peregrino do álbum The Similitude of a Dream, fazem deste show um dos mais bem ilustrados que já vi. A parte conceitual que se baseou na Obra de John Bunyan, O Peregrino, foi impecável do começo ao fim – claro, sempre há momentos de falhas técnicas, como a falha no violão de doze cordas de Neal Morse, mas pela complexidade do espetáculo, certamente foi perdoado.

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                Um show a parte foi a grande performance de Mike Portnoy nas baquetas. Ele fazia de tudo. Cantava, agitava, curtia seu momento de estrelismo, pedia para o público cantar junto e ainda por cima interagia com seus colegas de banda. Há muito tempo não via Mike Portnoy tão á vontade como nesta banda. Momentos impactantes como a grande interação de Randy George (baixista) com Mike Portnoy demonstra claramente a grande confiança que existe entre os dois músicos. A grande interação rítmica entre os dois faz com que a música de Neal Morse pareça absurdamente fácil e seja assimilada com tranquilidade pelo público presente.

O músico Bill Hubauer, responsável pelos teclados, foi um grande achado. Com uma voz incrível a la Phil Collins, mandou muito bem nos backing vocals e também foi responsável por cantar trechos inteiros de músicas que achei somente Neal Morse cantava no álbum. Impressionante.

Eric Gillette, o guitarrista e também dono de uma voz incrível, fez com que a equipe de músicos de Neal Morse fosse a melhor que qualquer presente pudesse imaginar. Sua habilidade de cantar, fez com que os backing vocals soassem todas na nota correta, uma coisa que poucos músicos realmente se importam hoje em dia, afinal, som ao vivo é para ser curtido. Neal Morse e seu perfeccionismo levou tudo isto extremo. Era Neal Morse no violão, na guitarra, no teclado – ele não parava de curtir cada minuto com o público, independente de qual instrumento era responsável no momento.

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                Neal Morse com seu The Neal Morse Band, não trouxe a revolução musical tocando a obra The Similitude of a Dream na íntegra, mas trouxe para os seus fãs algo muito mais importante – o amor pelo que faz. Em cada instante, cada interação com seus fãs, percebia-se a alegria em seu rosto. O público interagia, cantava junto as músicas e fazia questão de agradecer a cada minuto pelo momento e pela interação de cada um. A troca de energias era incrível. Infelizmente a grande peça de teatro musical teve seu fim, mas não antes de Neal Morse voltar ao palco para o Bis. Não satisfeito após tocar o álbum The Similitude of a Dream inteiro, ainda tocou o clássico Author of Confusion de sua carreira solo e ainda mandaram Agenda e The Call do álbum The Grand Experiment (2015) para aqueles que ainda não estavam satisfeitos. Um grande show, que certamente está entre os melhores do ano em minha lista! [MF]

SETLIST

  1. Long Day
  2. Overture
  3. The Dream
  4. City of Destruction
  5. We Have Got to Go
  6. Makes No Sense
  7. Draw the Line
  8. The Slough
  9. Back to the City
  10. The Ways of a Fool
  11. So Far Gone
  12. Breath of Angels

 

INTERVALO

 

  1. Slave to Your Mind
  2. Shortcut to Salvation
  3. The Man in the Iron Cage
  4. The Road Called Home
  5. Sloth
  6. Freedom Song
  7. I’m Running
  8. The Mask
  9. Confrontation
  10. The Battle
  11. Broken Sky/Long Day (Reprise)

 

BIS

 

  1. Author of Confusion
  2. Agenda
  3. The Call
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