Neal Morse falou sobre o novo álbum e a expectativas para o show no Brasil.

Neal Morse vem ao Brasil com sua banda The Neal Morse Band e fará história junto com os músicos Mike Portnoy (bateria), Randy George (baixo), Bill Hubauer (teclado) e Eric Gillette (guitarra) tocando o álbum ‘The Similitude of a Dream’, o álbum de sua vida, para o público Sul-Americano. Conversamos com o músico sobre suas influências, o álbum e tentamos tirar o máximo que pudemos de informação sobre seus projetos como Transatlantic e Flying Colors. Sem muitos floreios, com vocês Neal Morse!

Por Marcos Franke

NealMorse1280x720

 

Rock n’Louder – O álbum ‘The Similitude of a Dream’ é um ótimo álbum e é o segundo que você lança como The Neal Morse Band. Como Neal Morse virou The Neal Morse Band e por quê?

Neal Morse – Antes quando Mike, Randy e eu fazíamos álbuns era apenas nós três com uma sala cheia de músicos. Na hora de tocarmos ao vivo nós sempre tentávamos contratar pessoas e era difícil conseguir todas ao mesmo tempo. Em 2012, Randy e Eu fizemos audições para membros permanentes para guitarra e teclado. Foi assim que achamos Bill e Eric.

RL – Após o álbum The Grand Experiment, The Similitude of a Dream é um álbum conceitual duplo. Você pode nos contar um pouco sobre a história, que é inspirada no livro católico inglês The Pilgrim Progress (N.T.: O Peregrino, em português), um livro escrito por John Bunyan? Por que decidiu contar esta história?

NM – Alguém sugeriu e eu a vi como uma ideia conceitual. Também recebi páginas de estudos da SparkNotes (N.T.: guias de estudo feitas por alunos da Harvard para a empresa The Spark) e comecei a ler. Quando Bill, Eric e Randy vieram para uma sessão de composição de letras, mencionei a ideia e ela lentamente começou a tomar forma – optamos por continuar com ela.

RL – A sonoridade nova da banda soa mais eclética do que nunca com sons do velho progressivo (ao estilo Genesis), guitarras com elementos de jazz e instrumentos clássicos. Você queria compor algo bem diferente desta vez? Não há um título grande como normalmente teria, mas um monte de títulos curtos – podemos falar de uma faixa apenas com 105 minutos de duração?

NM – Bem, eu acho que terminamos tentando escrever boas músicas e depois as costuramos num grande tapete. Já que é um álbum de rock progressivo conceitual, nós podíamos costurar pelos temas musicais e conectar todas as músicas e levar o ouvinte por uma viagem.

RL – Nós ouvimos violinos, trompetes, sax, percussão… Podemos dizer que The Similitude of a Dream é uma sinfonia progressiva com todos estes músicos convidados?

NM – Somos apenas nós cinco com algumas cordas a mais e um solo de sax. Entretanto, para o Morsefest estamos planejando orquestrar as músicas mais ainda.

RL – Mike disse que este é o álbum da carreira de vocês. Você está orgulhoso do resultado?

NM – Cara, quando ele disse isto pela primeira vez eu realmente estava inseguro se eu poderia viver com isso… Mas sim, no final eu também acho que este é o nosso álbum!

RL – Quanto tempo tomou para gravar o álbum The Similitude of a Dream? A banda lançava álbuns em curtos espaços de tempo, foi diferente desta vez?

NM – Bem, contamos quatro meses ou algo assim… Nós juntamos pequenos trechos no começo, mas quando tivemos a bateria, ficamos alguns meses tirando a carne do restante. A mixagem é a que mais tomou nosso tempo…

RL – Outra pergunta sobre esta colorização de álbum de rock progressivos antigos Você concorda que The Similitude of a Dream soa mais do clássico progressivo inglês que os álbuns antigos, mesmo que haja algo mais americano como na música ‘Freedom Song’ no álbum? Era algo que você tinha em mente ao compor as músicas?

Neal-Morse-Guitar-03

NM – Não, não vejo desta forma. Nós apenas escrevemos o que sentimos. Não queríamos soar como algo em particular… No entanto, ás vezes é legal quando algumas coisas tomam a personalidade que você espera que elas tomem!

RL – É incrível descobrir a pintura de Paul Whitehead no encarte. O que fez você escolher Paul para a arte? Foi nostalgia dos anos 70? Outra razão em específico?

NM – Eu acho que ”Pilgrim Progress” (N.T.: O Peregrino) foi uma parte tão grande da cultura inglesa que este tipo de arte daria um tom especial! Pensamos inclusive em usar ela na capa do álbum, mas achei que seria melhor usar ela na parte interna. Acho que funcionou muito bem com aquela capa com aparência de couro. Isto tudo parece funcionar muito bem com o tema “Pilgrim Progress”.

RL – Vocês tocarão este álbum na íntegra pelo Brasil. Como é para você tocar este álbum ao vivo? Como está sendo a experiência até agora?

NM – É um álbum divertido para tocar. Sim, tocaremos o álbum inteiro ao vivo. Nós colocamos alguns elementos teatrais e há um vídeo também. Nós estamos muito felizes de como o álbum está sendo recebido!

RL – O presente que você tem para o talento para a música, faz com  que The Similitude of a Dream é uma maneira de você ser o peregrino que alerta as pessoas dos perigos e da corrupção do Mundo?

NM – Eu não acho que eu queira alertar pessoas da corrupção e do perigo. Eu quero transmitir paz, amor e compreensões que eu testemunhei em minha vida. Eu só estou colocando isto para fora, para que as pessoas que queiram ouvir. Se pessoas são influenciadas através disto, então é Deus trabalhando através delas.

 

RL – Vou usar a oportunidade da entrevista para saber mais sobre o Flying Colors e Transatlantic. O que está rolando com estas bandas?

NM – Nada para relatar na verdade. Transatlantic está em hiato e Flying Colors está trabalhando em material novo. Mas será um processo lento para completar ele, então não há planos para lançar nada ainda.

RL – O que você poderia dizer sobre a sua longa carreira: Spock’s Beard, Neal Morse, Transatlantic, Flying Colors, The Neal Morse Band. Quais são os melhores eventos musicais de sua vida?

NM – Eu apenas estou feliz em poder tocar e ser usado por Deus! Eu me sinto privilegiado em poder fazer isto como nós o fazemos.

RL – Obrigado por esta entrevista. Deixe sua mensagem para os nossos leitores.

NM – Estamos tão ansiosos em trazer The Similitude of a Dream para a América do Sul! Eu espero que vocês estejam planejando em vir aos shows! É uma experiência única em sua vida. A banda nunca mais tocará o álbum inteiro ao vivo num futuro próximo, então testemunhe enquanto vocês podem! Nós queremos tocar para o melhor público do planeta na América do Sul! Vocês são incríveis!

%d blogueiros gostam disto: