Mean Streak – Blind Faith

Por Marcos Franke

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Eu tenho uma nova regra. Quando Jonas Källsbäck está no comando das baquetas em um álbum, o álbum será ótimo. O álbum do Night Flight Orchestra lançado mês passado foi fantástico. Pelo que ouvi, Gathering of Kings vai detonar. E há este álbum do Mean Streak, Blind Faith. Não é para se confundir com a banda dos anos 80 Meanstreak, esta versão é uma banda de metal tradicional da Suécia, descaradamente chamada pelo álbum do Y&T que também possui uma música com o mesmo nome (que também tocou muito nas rádios estadunidenses nos anos 80). O quão a banda é parecida com o trabalho inicial do Y&T? Bem, uma coisa pelo menos, Max Norman produziu este álbum e ele produziu os primeiros álbuns do Y&T – não Mean Streak, isto foi tarefa para Chris Tsangarides, mas ainda é uma conexão, certo? As conexões com Y&T/Night Flight Orchestra suficientes para fazer Blind Faith um álbum incrível?

A princípio não parece. “Blood Red Sky” é uma música pesada direta não muito autêntica. Claro, ela tem um tempo acelerado, com muita energia, mas tem algo faltando. O que será? São os vocais não muito inspiradores e o jeitos dos vocais rasgarem os alto-falantes e por não ser uma música muito mmemorável. Verdade, não é uma música boa para se abrir um álbum. Eu prefiro a música estranha do Judas Priest com o mesmo nome, muito obrigado – e não é uma música muito boa também. Logo após uma faixa eu já estou um pouco decepcionado em pegar isto para resenhar.

Mas o gosto azedo na boca não dura muito. Mean Streak se redimem imediatamente com a segunda faixa, “Animal In Me”. Com andamento médio com riffs bons, uma batida mais rápida e uma pegada de synth que mal pode se rouvida, isto é metal tradicional em sua melhor forma. Estranhamente os vocais quebram da mesma forma da primeira música, mas não acabam com sua cara. Outro ponto chave desta música é algo que prevalece pelo álbum Blind Faith, que são os refrões pegajosos do Mean Streak. Quando você combina músicos excelentes com arranjos sólidos (apesar de serem bem genéricos) e boas melodias você tem em mãos um álbum que você quer continuar tocando. Ajuda muito também que não há uma música que ultrapasse a marca de cinco minutos de duração. Estes caras se agarram á teoria de composição musical 101, fazendo as músicas muito mais efetivas.

Colocando de lado “Blood Red Sky”, não há pontos fracos em Blind Faith. O álbum é pegado e te chocará pela grande qualidade de ingredientes usados. Produção (colocando de lado as guitarras altas demais) captura a essência da banda – e se ainda não está claro para você, esta essência é o metal tradicional enraizado nos anos 80. Acho que Max Norman é ótimo para capturar isto. Após um início meio ruim, Andy LeGuerin acerta os vocais e o resto com uma entrega apaixonante e pouco enraizada em caricaturas (E eu estou olhando para você Sr.Russel Allen) e os ocasionais terríveis choros ao encerrar algumas músicas. Thomas Johanssen chora pelas músicas com solos bombásticos e trabalho rítmico acima da média. Falando de ritmo, Källsbäck e Peter Andersson solidificam o ritmo com poder, não exagerando muito.

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