Horrid – Beyond the Dark Border

Por Marcos Franke

HorridArtwork-500x500.jpg

As vezes tudo está no nome. Alguns nomes automaticamente podem ser associados a um tipo de estilo de Metal e tive exata sensação ao ver o nome Horrid que grita devoção ao Death Metal. O que mais me surpreendeu ao mergulhar no passado da banda é que estes veteranos da Itália estão ativos desde 1989. Basicamente eles já eram old school antes que o old schoold voltou á moda novamente. Entretanto, apesar de sua longa história, colocando EP’s e demos de lado, Horrid não lança seu álbum até 2002 com Reborn Sinn. Passando anos pra frente, cá estamos em 2017 e Horrid volta com seu quinto petardo, com death mais direto impossível, chamado Beyond Dark Border. Primeiramente a dedicação que existe á causa death metal é admirável após tanto tempo, e como esta é a minha primeira experiência com a banda e seu death metal do mal, eu me dei conta que estava me sentido nostálgico ouvindo o som deles.

A simplicidade e a forma direta da natureza da música do Horrid funcionam para a vantagem da banda. Afinal de contas eles não nasceram para a inovação ou formas loucas de tirar notas dos braços de seus instrumentos. Ao invés disto, Beyond Dark Border, luta e cambaleia brutalmente sem mostrar respeito algum por tendências modernas ou qualquer tipo de travessuras tecnológicas, ao invés disto se apoia em sua própria história de glória no passado e da cena de death metal da Flórida. Particularmente, Deicide e Obituary, se utilizaram da decadente e fedorenta cena de death metal de Estocolmo. Dificilmente coisa muito original, mas Horrid nasceu durante a explosão do death metal e obviamente agora estas influencias old school estão firmemente se manifestando na forma mais moderna de interpretação. Mas a falta de originalidade não se traduz para performances mal feitas e caminham como uma máquina muito velha que foi recondicionada para os dias de hoje. A música “The Black March” que abre a música com seu groove lento e esfregado sem firulas provam muito bem o meu ponto. Há um foco muito forte em manter o foco no tempo médio com momentos rápidos e suficientemente calculados para se manter fora da monotonia rítmica.Dagon,

No geral, há poucas surpresas neste álbum ou momentos impactantes, mas Horrid possui um som old school muito autêntico que com seus ataques de quebrar espinhas e groove o suficiente para te manter interessado deixa uma ótima impressão. Pessoalmente, apesar da execução feijão com arroz, agressão e exuberância demonstrada, há poucos momentos marcantes na composição das músicas para me manter focado. Com 50 minutos de duração, a banda poderia ter cortado ainda mais a duração de algumas músicas que ficaram longas demais. O vocalista/baixista Dagon possui um vocal que poderia beneficiar com mais variações e distinções, enquanto o trabalho de guitarra do membro fundador Belfagor faz seu trabalho adequadamente, passando pelos riffs zunindo que nem abelhas e tremolos estrondosos.

Pontos altos incluem os potentes e dinâmicas trocas de groove em “Blood Painted Walls” e “Demonic Challenge”, enquanto as escapadinhas para o death metal sueco em Sacrilegious Fornication” é diminuído pelo monótono e repetitivo material anterior do álbum. A produção do álbum é muito alta e o mix está um pouco desbalanceado, mas fora isto justifica seu propósito e oferece um tom de guitarra pesado e sujo com uma bateria pesada para se manter na ofensiva.

 

%d blogueiros gostam disto: