O rugido do tigre está de volta!

A banda inglesa Tygers of Pang Tang é um dos grandes representantes do NWOBHM dos anos 70 e traz em pleno século 21 seu mais novo álbum que batizaram com o nome da banda. Com muitos altos e baixos em sua formação, o Tygers, se mantém na ativa até hoje lançando álbuns muito bons como o anterior Ambush, elogiado não somente pela crítica especializada como também pelos fãs do estilo. Conversamos com Robb Weir, guitarrista da banda, que nos contou mais sobre um dos grandes lançamentos de 2016 e a fase incrível que a banda está passando.

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Por: Marcos Franke

Tygers Of Pan Tang é o nome do novo álbum. O que este álbum tem de diferente quando comparado aos álbuns anteriores?

Robb Weir – Todas as gravações são uma viagem. Ás vezes você tem um mapa para onde você está indo e ás vezes você tem que seguir seu coração! Com este novo álbum foi algo dos dois. Nós tínhamos algumas músicas ensaiadas em um ponto, mas quando as colocamos em cima da mesa, mais idéias foram se desenvolvendo e seguimos o fluxo. O que criamos foi algo muito especial na história do Tygers. Este álbum é a melhor coisa que sentimos de um álbum do Tygers em muito tempo, acredite é um MONSTRO!

O quão diferente é este lançamento comparado ao último lançamento da banda, o elogiado Ambush?

Claro, é dentro de nosso estilo, mas está um pouco acima. Acho que as composições das músicas estão mais fortes e tivemos a adição do incrível talento Micky Crystal ao grupo de composição. Tem algo para todos neste álbum, desde o hard rock/metal como em “Never Give In” ou a bela balada rock “The Reason Why”.

A influência Hard Rock está muito mais forte neste álbum que no álbum anterior com músicas como ‘Glad Rags’, ‘Dust’ e ‘The Reason Why’ (baladas!). Mas a essência do Heavy Metal dos anos 80 ainda pode ser ouvida com ‘Only the Brave’ e ‘Never Give In’. Conte-me um pouco como vocês mixaram estas influências neste álbum novo sem que ficassem tão expostas?

Os Tygers possuem um som muito particular, que nós sempre tivemos e este álbum é muito Tygers! Tygers com “T” maiúsculo, Tygers num tom de rugido, Tygers que você quer tocar e tocar novamente. As músicas foram escritas por todos nós, mas obviamente alguém teve que surgir com a idéia principal para que todos nós pudéssemos trabalhar nela. Nós desenvolvemos a idéia juntos no estúdio. É uma maneira de trabalhar que nos faz feliz. Na gravação, gravamos com bateria e baixo e uma guitarra guia. O objetivo é conseguir uma boa faixa de bateria e depois nos concentramos no baixo e finalmente nas guitarras. Os vocais são os últimos que são gravados. O álbum foi mixado pelo fantástico Soren Andersen em Copenhagen. Soren capturou o nosso som verdadeiro!

‘Do it Again’ é um som muito tradicional do Tygers of Pang Tang. Ainda é fácil para vocês compor este tipo canção? A inspiração surge da onde?

Estas músicas são Tygers e honestamente não sei da onde vem. Mas enquanto elas continuarem vindo tudo vai ficar bem!

Há um cover para a banda Kiki Dee Band com a música ‘I Got the Music in Me’. Conte-me um pouco por que fazer um tributo para esta banda? Eu preciso ser sincero que aqui no Brasil este artista não é muito conhecido.

Faz muito tempo que é uma de minhas músicas preferidas dos anos 70. Não é sempre por fazer um cover de uma música de um artista conhecido. Qual é a graça? Eu acho que quando você escolhe uma versão para um cover você tem que se manter fiel ao original, MAS colocar seu estilo próprio.

Há baladas incríveis neste álbum novo, como a linda ‘Praying for a Miracle’ e ‘Angel in Desguise’. Conte-me como vocês se inspiram para compor baladas tão bonitas?

Baladas nunca foram algo para o Tygers, mas neste álbum queríamos ser mais ‘completos’ e como as baladas são destruidoras, cheias de altos e baixos com luzes e sombras então você tem sucesso certo! Craig surgiu com a idéia original para ‘Praying’ e Jack escreveu ‘Angel’Ah! E eu escrevi ‘The Reason Why’.

O trabalho de vocal feito em ‘Praying for a Miracle’ e ‘Angel in Desguise’ são incríveis e tenho certeza que foram difíceis de compor já que as músicas seguem uma linha diferente. Como Jacopo surgiu com as suas linhas de vocais para a melodia? Foi tudo trabalho em equipe?

Craig escreveu a melodia e o texto para Praying for a Miracle e Jack compôs Angel in Desguise. Gavin teve a idéia para correr a música ‘Angel in Desguise’ para a música The Devil You Know no final.

Você teve uma influência forte de heavy metal tradicional juntamente com Gavin no final do álbum com a música The Devil You Know. Como foi voltar as raízes com esta canção?

Gavin e eu realmente amamos compor esta música! É fácil fazer algo assim quando a música realmente te empolga e excita!

O heavy metal dos anos 80 está voltando com toda a força e algumas bandas da Suécia são responsáveis por este despertar como o Ambush, Enforcer e Bullet. Conte-me um pouco sobre como você se sente já que vocês são fruto da geração NWOBHM.

Muito empolgados já que o movimento que Tygers ajudou a iniciar está de volta as paradas! Metallica sempre promoveu este movimento e a música deles reflete nisto. Se todas as bandas no Mundo estão tocando músicas no estilo NWOBHM então o Tygers provavelmente teve uma influência muito forte na cena!

O que você sente sobre a nova geração de bandas de Heavy Metal? Você acha que eles estão tendo mais dificuldade para promover sua música com a concorrência e a internet?

Esta é uma GRANDE pergunta! Internet ou nenhuma internet? Eu acho que a internet destruiu muito do negócio da música, venda de álbuns por exemplo. Quando você gasta dinheiro gravando um álbum, lançando ele e o vê logo depois em uma mídia social onde qualquer um pode baixá-lo de graça, certamente o artista não fará dinheiro algum e achará dificuldades para financiar o próximo álbum por causa de dinheiro no caixa. Entretanto se você consegue fazer a internet trabalhar para você, como algo promocional, por exemplo,  acho que assim pode ser algo bom.

Tygers of Pang Tang veio ao Brasil para alguns shows. Como foi a sensação de vir tocar para estes fãs loucos? Foi algo que inspirou a banda?

Meu Deus, a gente AMOU o Brasil e não vemos a hora de voltar. Sim, vocês são fãs muito loucos! Estamos conversando com pessoas para voltar ao seu lindo país para alguns shows e faremos isto acontecer mais cedo que você imagina.

Para encerrar a entrevista Tyger of Pang Tang teve muitos altos e baixos. Qual é o segredo para manter uma banda que nem o Tygers junto mesmo havendo mais baixos que altos como em qualquer carreira musical?

Família! Nós somos uma família e a banda é assim. Amizade é tudo, desde os membros da banda ao manager do presidente da gravadora ao agente da banda. Nós somos abertos e honestos um com outro e isto conta muito!

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